VOZ DO BRASIL. Como a Imprensa retrata o Brasil atualmente?

06 julho 2022 | 17h24
Recentemente, duas pessoas foram mortas no estado do Amazonas, Brasil. Os nomes dessas vítimas eram Bruno Pereira e Dom Phillips ambos atuavam naquele estado realizando trabalhos com as populações locais.  Há alguns anos um certo segmento da grande imprensa do Brasil vêm promovendo teorias e narrativas sobre o que realmente corre naquela região do país.

Não temos dúvida de que o governo federal tenha o dever de promover o combate ao crime organizado que atua naquela região, mas, parece-nos que esse mesmo segmento da grande imprensa nacional  está sempre a agir com dois pesos e duas medidas quando o assunto envolve suas predileções políticas.

A forma com que a chamada grande imprensa reporta os fatos ocorridos aqui no Brasil tem sempre um fundo de revanche e confronto com o atual governo, o que pode levar não só os leitores nacionais, mas os que leem tais notícias fora do país também, a entendimentos distorcidos entre fatos e opiniões.

A repercussão, fora do país, sobre esse assunto tem feito até líderes de governos se manifestarem sobre o caso, como por exemplo, a declaração do primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson, ao declarar na semana passada (15/06) que estava “profundamente preocupado” com o desaparecimento dos homens, ao se referir ao caso.  Uma das vítimas (Dom Phillips) era colaborador do The Guardian.

Há um setor ideológico na imprensa nacional que têm induzido os leitores e a opinião pública a acreditar que as mortes são culpa do atual presidente do Brasil, assim como vêm fazendo durante a pandemia, chamando-o de genocida e outros adjetivos semelhantes. Do ponto de vista do direito a responsabilização de um chefe de Estado por mortes que ocorrem no dia a dia não encontra amparo na lei brasileira.

O que ocorre no Brasil, nos últimos anos, é a “pilitização” promíscua da justiça para perseguir adversários políticos,  bastando uma simples e absurda acusação e rapidamente algum inquérito é  instaurado pra coagir e punir aliados do atual governo. Até o texto da constituição ganha (de forma absurda) outro significado, só para enquadrar o adversário em alguma punição sem o devido processo legal.

Neste jogo perigoso e autoritário, entre a grande imprensa e um setor forte do poder judiciário, qualquer acusação pode se transformar numa perseguição e punição, deixando centenas de milhares de pessoas, aliadas ao atual governo, temerosas em falar em público e em redes sociais, pois não sabem se podem ou não serem presas como várias pessoas já foram, inclusive um deputado federal (Daniel Silveira) e um presidente de um partido político (PTB), Roberto Jefferson. Neste último caso, as acusações são diversas, mas não autorizavam a prisão imediata sem um processo e uma condenação.

Tudo isso com a complacência dos maiores veículos de jornalismo do Brasil, simplesmente por fazerem oposição ao governo vigente. Assim, tudo que ocorre para atacar as liberdades e o direito a um julgamento justo de seus adversários é noticiado com a maior normalidade possível, como se a justiça fosse uma massa de modelar que, em cada recipiente, ganha uma forma diferente.  

Em nenhum outro momento da nossa história a grande imprensa nacional esteve tão sem credibilidade como nos últimos 10 anos, agravando-se muito mais nos últimos 3 ou 4 anos anteriores. Um exemplo dessa parcialidade ocorre no presente caso envolvendo essas duas vítimas anteriormente citadas, as quais foram mortas no estado do Amazonas.

Da mesma forma, quando outros casos semelhantes a este ocorreram no passado, como o que vitimou a missionária Dorothy Stang, em 12 de fevereiro de 2005, não foi atribuída culpa ao governante da época, assim  também a morte desses homens não é culpa do atual. Naquele dia 12 de fevereiro de 2005, a missionária que atuava no estado do Pará, mas que enfrentava grupos de poderosos e criminosos, foi morta com seis tiros, numa emboscada.  O que nos interessa é comparar este caso que ocorreu no governo de oposição ao atual, mas que a mesma ala da imprensa que acusa hoje, não acusou o governo daquela época (Lula/PT).

Hoje, mortes que ocorrem no dia a dia são atribuídas ao presidente do país, mas no passado, as mortes semelhantes não eram atribuídas ao governante e sim aos verdadeiros criminosos.

É por acusações como esta que muitas pessoas estão sendo perseguidas e sequer sabem do motivo de suas perseguições, como uma mulher, dona de casa, (Bárbara Destafani) que teve seu canal no YouTube desmonetizado por um órgão do poder judiciário,  e seus advogados mal sabem do motivo real da censura judiciária.

Apenas a título de mais um grande e absurdo exemplo de como o poder judiciário persegue pessoas, nos últimos anos aqui no Brasil,  citamos a censura que o STF (Supremo Tribunal Federa) maior corte de justiça do pais, fez a um veículo de comunicação da imprensa. A Revista Crusoé foi censurada por ter citado o nome de um dos ministros da alta corte judicial (STF) numa de suas reportagens. Na ocasião, a Revista Crusoé falou sobre a delação de um dos empreiteiros envolvidos no maior esquema de corrupção do Brasil e sua citação a um dos ministros da suprema corte brasileira.

Por esse motivo, o ministro Alexandre de Morais, mandou retirar do ar a reportagem do veículo de imprensa sob pena de aplicação de multa de cem mil reais por dia de descumprimento.

Estes casos foram citados para que o leitor de Cascais24 horas possa entender o atual cenário político e jurídico que o Brasil se encontra atualmente, ora com distorções e manipulação dos maiores órgãos de imprensa do país, ora com perseguição e censura do poder judiciário por motivos políticos e não jurídicos.

Assim, sempre é bom ler outras fontes jornalísticas quando a notícia vem de grandes jornais do Brasil, atualmente, pois como estão induzindo a opinião pública nacional e estrangeira a culpar o governo atual pela morte dos homens no Amazonas, também podem ocultar o atual cenário de injustiça e perseguição ideológica que ocorre no Brasil.


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