Onde esteve a justiça?


02 MARÇO 2020

Rita (nome fictício) teve a ânsia  da liberdade que lhe saiu cara!

Foi viver sozinha, ao lado estava aquele que pensou ser o príncipe

e como não existem nem contos de fadas , nem príncipes, este era o sapo.

Rita era uma mulher apaixonada e, em pouco tempo, ambos foram viver juntos.

Esta começa a ver alguns sinais, mas que associa ao típico do amor...

Eram diferentes: ela possuía o bacharelato, e ele a 4a classe, logo quando existem diferenças… existe a probabilidade de haver desentendimentos. O companheiro de Rita começa a afasta-la de tudo e todos, desde familiares, amigos e colegas. É como se ela fosse somente propriedade sua.

Rita fica grávida e aborta espontaneamente. Ela chora, sofre e vive o momento difícil, enquanto ele pouco se importava.

Esta mulher viveu um suplício de 14 anos
Sem apoio, sem ajuda, Rita descobriu assim a sua força.

Mudaram de casa e tudo parecia perfeito...

Mas, ele nas costas dela, inscreve-se numa vaga na mesma empresa onde Rita trabalhava e, assim, passam a estar 24 sobre 24 horas juntos.

Os ciúmes doentios revelam-se cada vez mais e mais.

Por outro lado, na boca dele, Rita estava gorda, não era bonita, e ninguém a queria.

Rita volta a engravidar e tudo muda...ele diferente.

A filha nasce e Rita não é ajudada em nada.

No entanto, apenas Rita via o terror, porque lá fora ele era o marido e pai perfeito.

Ela tinha vergonha de perder a família, muda novamente de cidade, sempre na esperança de que tudo fosse mudar...

Arranja emprego e ia buscar a filha à escola.

Rita esteve a sustentar a família cerca de 3\4 anos sozinha, chegando a não aguentar tanto...Por isso cada vez mais havia discussões, agressões e injurias.

Segundo Rita, enquanto ela trabalhava arduamente, ele metia amantes em casa e na sua casa.

Com medo de ficar sozinha e sem a família Rita aguentava. Ele começa a beber e a agredi-la todos os dias, sem lhe deixar marcas.

Segundo Rita, chegou a estar amarrada com uma corda ao pé da mesa, chegando ai a passar noites.

De um não nasce a segunda filha, acreditando na mudança sempre, mas a verdade é que cada dia mais eram as torturas e agressões, e de tal modo estava que ia levar as filhas de pijama à escola e uma delas na caixa de uma carrinha.

Rita vivia com medo e não falava isto para ninguém.

No desespero, pede ajuda às escolas, polícia, centros de saúde…Em todo o lado e ninguém fez nada.

Rita sai daquele sítio, ele vem atrás, arranja-lhe emprego.

No meio da solidão reencontra amigos e foi aqui que encontrou o atual companheiro.

Mas, magoada e com muito medo de voltar a ser magoada, Rita encontrou ai a esperança no amor e numa nova vida.

Rita continuava assim a sustentar a casa, ele não ajudava nem saia.

Tinha que trabalhar arduamente e chegava a casa e tinha a porta trancada.

Mas, apesar de tudo, Deus ouviu as suas preces e no tribunal foi-lhe entregue a guarda das filhas e após a cpcj ter a certeza de algo deu parecer favorável.

Ele tentou de tudo para que fosse o contrário.

Hoje, Rita ainda vive com medo, apesar da nova vida.

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