SUSPEITO de agressão na Torre assume ter “batido” na vizinha em “defesa da mãe” e conta os contornos que culminaram no ato de violência

SEGURANÇA

SUSPEITO de agressão dá sua versão dos factos (Créditos: O Regiões | Cascais24Horas)

Por REDAÇÃO
27 julho 2022 | 17h27

José A., 33 anos, jardineiro e trabalhador ativo em associação de jovens, suspeito de ter espancado brutalmente a vizinha, Clarinda Silva, 48 anos, por causa de desavenças na horta comunitária da Torre, confirma a agressão, mas alega ter atuado em defesa da mãe.

Em comunicado enviado à Redação de Cascais24Horas, José dá a sua versão do que aconteceu e dos antecedentes que culminaram no ato de violência, divulgado em Exclusivo pelo jornal “O Regiões” e amplamente noticiados por diversos órgãos de Comunicação Social.

Relativamente à história das cebolas, conta que “quando a minha mãe foi a Angola, e não à África do Sul, fiquei a cuidar da rega da horta. A minha mãe disse – me que colheria as cebolas e restantes vegetais quando regressasse, e que me ocupasse apenas da rega. Um dia a Clarinda chamou-me a atenção para as cebolas, que já estariam prontas a ser colhidas, mas expliquei-lhe aquilo que tinha combinado com a minha mãe. Uns dias depois, uma vizinha da horta avisa-me que a Clarinda havia levado todas as cebolas da horta da minha mãe. Fui a casa da Clarinda e perguntei pelas cebolas, ela disse que as tinha apanhado, que as fosse lá buscar. Aceitei e disse-lhe que iria buscá-las mais tarde. Fui apenas quando a minha mãe regressou. A Clarinda devolveu só parte das cebolas, a minha mãe sentiu-se enganada, falaram sobre o assunto, mas a Clarinda não teve uma postura de honestidade e a partir daí a pouca relação que tinham deteriorou-se por falta de confiança. Mas só isso”.

E recorda que “na quarta-feira dia 20 de Julho de 2022, estava a minha mãe Susana a regar a sua horta, assim como as hortas de outras duas agricultoras que estão doentes e fisicamente debilitadas, quando a Clarinda chegou e reclamou a mangueira de forma agressiva e ameaçadora. A Susana (minha mãe), disse-lhe que estava a terminar de regar aquelas hortas, mas a Clarinda insistiu e puxou a mangueira. Nesse momento, feriu a minha mãe no dedo. De seguida, a minha mãe, acompanhada do meu irmão Nuno (estudante de jornalismo) dirigiu-se à casa da mãe da Clarinda, onde reside também a dita ilustre e outros familiares, para explicar o que se tinha passado, para que o conflito não se expandisse às famílias. Os familiares da Clarinda compreenderam e tomaram o lado da Susana, julgando as ações e atitudes da Clarinda. Ali ambas as partes decidiram que o conflito terminaria no seguimento da conversa e que a coexistência seria pacífica”.

JOSÉ reconhece que “nada justifica a escalada da minha atitude, mas saí em defesa da minha mãe, da Susana, uma pessoa que não provoca desacatos e que ajuda as pessoas da comunidade, foi essa injustiça que me cegou!”.

“No seguimento deste episódio, conta, ainda, José A., na passada quinta - feira, dia 21 de Julho, eu estava em casa com o meu filho, quando recebo uma chamada da minha mãe a pedir socorro, porque a Clarinda estava novamente a ameaçá-la no espaço das hortas comunitárias. Dirijo-me ao espaço das hortas e quando cruzei a esquina que dá visibilidade para a horta, vejo movimentos bruscos e ouço gritos. Ao chegar mais perto vejo a minha mãe (Susana), no chão, a ser agredida pela Clarinda, que projetava a cabeça da minha mãe contra o chão. Aí ceguei, dei um encontrão à Clarinda, ela caiu ao chão e bati-lhe com as minhas mãos. Todas as marcas que a Clarinda tem são da minha agressão, a minha mãe não luta, não resolve questões com violência e não tocou na Clarinda. Por sua vez, a minha mãe (Susana) tem vários ferimentos, hematomas e 2 traumatismos cranianos. A minha agressão à Clarinda foi em defesa da minha mãe, não deveria ter batido tanto na Clarinda, mas o impacto em mim, de ver a minha mãe a ser agredida daquela forma, sabendo que ela é uma pessoa que ajuda o próximo e que jamais faria mal alguém, levou-me à cegueira”.

José conclui que “saí do espaço das hortas e fui ao encontro da família da Clarinda, alguns deles meus amigos, para esclarecer o sucedido e depois fui para casa. Quando a polícia e a ambulância chegaram, saí de casa e identifiquei-me assumindo as agressões. Fui com a minha mãe ao hospital e de seguida fomos à esquadra de Cascais apresentar queixa contra a Clarinda.

No comunicado enviado a Cascais24Horas, José acusa a vizinha Clarinda de ser “uma pessoa instável e conflituosa que cria vários conflitos em diversos contextos” e que “nas hortas são vários os utilizadores que se têm queixado da sua conduta”.

Finalmente, José reconhece que “nada justifica a escalada da minha atitude, mas saí em defesa da minha mãe, da Susana, uma pessoa que não provoca desacatos e que ajuda as pessoas da comunidade, foi essa injustiça que me cegou!”.

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