ESPANCAMENTO. Ministro manda PSP fazer “fiscalização rigorosa” a empresa de segurança sediada no Monte Estoril

Segurança




Na sequência dos espancamentos junto à discoteca Urban Beach, em Alcântara, por parte de seguranças, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, determinou à Direção Nacional da PSP que, através do Departamento de Segurança Privada, seja efetuada uma ação de fiscalização rigorosa à PSG – empresa que está no mercado da segurança privada há dez anos e tem a sua sede no Monte Estoril, no concelho de Cascais.

Entretanto detidos, os seguranças que participaram no espancamento de dois jovens junto ao estabelecimento de diversão noturna integram os quadros de colaboradores da conhecida empresa.

O ministro da Administração Interna, que também ordenou o encerramento, por seis meses, da discoteca, contra a qual existem desde o início do ano 38 queixas formalizadas na PSP, por alegadas práticas violentas ou atos de natureza discriminatória ou racista, anunciou que também será convocado o Conselho de Segurança Privada para análise da situação.

Recorda-se que este conselho "é um órgão de consulta do ministro da Administração Interna que integra a Inspetora Geral da IGAI, o Comandante Geral da GNR, o Diretor Nacional da PSP, o Diretor Nacional do SEF, o Diretor Nacional da PJ, o Secretário-Geral do MAI e representantes de associações de empresas de segurança privada e de associações representativas do pessoal de vigilância.

Para além do presidente do Conselho de Administração do Urban Beach, Paulo Dâmaso, que classificou a atuação dos seguranças como “lamentável e repugnante" em que a Urban Beach não se revê na sua atitude, também a empresa de segurança privada sediada no concelho de Cascais e liderada por Pedro Martins emitiu um comunicado.

“A PSG – Segurança Privada, S.A. teve conhecimento das imagens divulgadas nas redes sociais, bem como nos órgãos de comunicação social, relativamente aos incidentes ocorridos na manhã de quarta-feira, dia 01 de Novembro de 2017, no estabelecimento de diversão noturna Urban Beach, onde é responsável pela segurança do referido espaço”, refere o comunicado.

“A PSG repudia comportamentos desta natureza, desconhecendo por completo o que originou os atos ocorridos, comprometendo-se, no entanto, a tomar todas as diligências que se mostrem necessárias ao apuramento das responsabilidades e garantindo que os responsáveis serão punidos de forma exemplar, de acordo com a gravidade do comportamento”, acrescenta a empresa de segurança sediada no Monte Estoril.

Finalmente, a PSG “lamenta profundamente o sucedido, e apresenta desde já desculpa aos visados, garantindo que irá desenvolver todos os esforços para seguir a sua missão de proteger e transmitir confiança àqueles a quem assegura a sua segurança, pelo que tudo fará para continuar a merecer a confiança dos seus clientes e do público em geral”.

Detentora do alvará nº. 144 e C do Ministério da Administração Interna, a PSG festejou em maio último os seus 10 anos de existência com um almoço comemorativo, que reuniu 25 responsáveis e colaboradores no hotel Intercontinental, no Estoril.

No seu site oficial, a empresa refere que é “através da reconhecida qualidade dos serviços prestados, da flexibilidade e competência dos nossos recursos humanos e técnicos”, que “a PSG tem vindo a solidificar a sua posição no mercado da segurança privada, enfrentando e superando os diversos desafios com que se tem deparado”.

Entre outras áreas, a PSG faz segurança a pessoas e bens, em recintos desportivos e de espetáculos, bem como em espaços de diversão noturna.

O vídeo das agressões 


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