GUERRA EQUESTRE. Centro Hípico da Costa do Estoril reforça segurança depois de agressão a cavaleiro Vasco Mira Godinho

Segurança

Por Redação

O Centro Hípico da Costa do Estoril reforçou a vigilância e segurança no seu espaço depois da agressão de que foi vítima, no domingo, à tarde, o jovem cavaleiro Vasco Mira Godinho, revelou, a Cascais24, fonte daquele centro equestre.

Sem pormenorizar, a mesma fonte assegurou, contudo, que “reforçámos a vigilância e a segurança, por forma a que incidentes do género não venham a repetir-se no futuro”, tendo, no entanto, salvaguardado que este incidente foi um caso “pontual”, de que não há memória neste centro hípico.


A notícia da agressão, recorda-se, foi avançada em primeira mão pelo Cascais24, contudo sem pormenores e a partir de uma informação do Comando Metropolitano da PSP (Cometlis), que dava conta de que a vítima teria sido um trabalhador.

A verdade é que a vítima foi o cavaleiro Vasco Mira Godinho, 28 anos, agredido a murro e à bastonada no final de um concurso que tinha decorrido naquele espaço equestre.

Quezílias com outro cavaleiro, Gonçalo Carvalho, poderão ter estado na origem do ajuste de contas, alegadamente protagonizado pelo pai e cunhado daquele atleta equestre.

Os dois homens entraram no domingo nas instalações e estacionaram uma carrinha no estacionamento junto às roulottes.

“Quando o Vasco Mira Godinho chegou abordaram-no e agrediram a murro e com um bastão”, contou, a Cascais24, fonte do Centro Hípico.

Os agressores colocaram-se, de seguida, em fuga.


As marcas da agressão em Vasco Mira Godinho
“O Vasco entrou na secretaria a pedir socorro e eu até o questionei: “levaste um coice?”, recordou uma funcionária do Centro Hípico da Costa do Estoril.


Depois de informada da agressão, e enquanto uma médica presente no espaço prestava os primeiros socorros ao cavaleiro, a funcionária acionou a PSP de Cascais, que fez comparecer uma patrulha móvel, que registou a ocorrência.

O jovem cavaleiro agredido, naquilo que aponta para um ajuste de contas, recorreu mais tarde à urgência do Hospital CUF, em Cascais.

“Aqui, no Centro Hípico, ninguém consegue perceber o que aconteceu, pois o Vasco Mira Godinho é uma “pessoa cinco estrelas, super humilde e muito querido por todos”, concluiu a mesma fonte.

Também em relação ao cavaleiro Gonçalo Carvalho, cujos familiares agrediram Mira Godinho, as opiniões parecem não divergir muito.


Cavaleiro Vasco Mira Godinho



Entretanto, o cavaleiro Vasco Mira Godinho tem 6 meses para formalizar queixa, quer junto de um Orgão de Polícia Criminal (OPC) ou do próprio Ministério Público.



 

 

 

 

 

Em defesa do “bom nome”


Gonçalo Carvalho, cujo pai e cunhado são suspeitos da agressão a Vasco Mira Godinho, divulgou, publicamente, um comunicado que transcrevemos:

“Ao ver o meu bom nome envolvido na praça pública em situações que em nada me dignificam, nem a minha família, nem ao desporto que pratico, nem às causas que sempre defendi e defendo. Vejo-me obrigado a prestar alguns esclarecimentos públicos a fim de clarificar a minha posição em todo este caso lamentável que envolveu o cavaleiro Vasco Mira Godinho e por fim a mais uma campanha para denegrir a minha imagem pessoal e profissional.

1.  No passado domingo desloquei-me com a minha família, pais, filho e mulher, ao Centro Hípico Costa do Estoril em Cascais a fim de acompanhar os meus alunos que iam participar nas provas nacionais de Dressage.

2.  Por volta das 15 Horas e quando estava a consultar alguns resultados e a orientar os momentos que antecediam a prova de um dos meus alunos, sou confrontado pelo cavaleiro Vasco Mira Godinho dizendo que havia sido agredido por familiares meus.

3. Sem saber do que se estava a passar sou confrontado por elementos do centro hípico em causa a expulsarem-me a mim e a minha mulher e filho de 8 anos (em pânico!) do local das provas.

4. Quem estava no local pode confirmar tudo isto! Em momento algum me apercebi de qualquer incidente, alias o próprio Vasco Mira Godinho já confirmou isso mesmo publicamente.

5. Quero deixar bem claro que em momento algum participei ou me envolvi em qualquer tipo de desacatos ou agressões!”

Gonçalo Carvalho
6. Ao deparar-me com tais notícias que envolvem o meu bom nome quero deixar bem claro que me demarco de todo e qualquer acontecimento de violência no desporto ou na sociedade em geral!

7. Partindo de um princípio básico de um estado de direito como o que vivemos, parto do principio da presunção de inocência de todos os envolvidos.

8. Volto a referir que não estive presente por isso não sei o que se passou, mas espero que seja apurada toda a verdade pelas autoridades e se houver culpados que sejam punidos, doa a quem doer!

9. Lamento ver o meu nome envolvido em toda esta polémica e lamento também todas as notícias publicadas por órgãos de comunicação social usando o meu nome, e até citações minhas sem nunca nenhum deles me ter contactado, cumprindo um princípio básico do jornalismo, que é contactar todas as partes envolvidas. Quanto à opinião de cada um que atenta contra o meu bom nome, ficará com sua própria consciência.

10.  Levarei até as últimas consequência todos os que atentaram e atentam contra o meu bom nome, difamando, insultando e até ameaçando-me enquanto profissional e cidadão de um estado de direito.

11. Desejar as rápidas melhoras e o regresso às pistas o mais depressa possível do cavaleiro Vasco Mira Godinho, um jovem que tem muito a dar à Dressage mundial, o desporto que a todos nos une!

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