Investigação
Todos os veículos que, até ao
momento, foram alvo do gang que rouba jantes com pneus de veículos, deixando-os
suspensos em macacos hidráulicos ou pedras, no concelho de Cascais, terão
estado em vulcanizadoras da região uma semana antes dos furtos noturnos,
descobriu Cascais24.
Só no último mês e meio, no concelho de Cascais, mais de uma dezena de viaturas de média e alta cilindrada foram alvo do gang, que poderá estar a atuar em rede e de forma concertada, a partir de algumas vulcanizadoras.
Pela calada da noite, o grupo extrai as jantes com pneus dos veículos estacionados, deixando-os depois suspensos sobre macacos hidráulicos ou pedras de calçada, deixando os donos estupefatos e em desespero quando saem de casa de manhã.
A atuação do gang só esta
terça-feira foi tornada pública por Cascais24, na sequência do furto das quatro
jantes com pneus de um Renault Clio, em Alvide, perto das Varandas de Cascais.
Uma investigação desenvolvida nas últimas horas por Cascais24 permitiu apurar que, afinal, e por coincidência ou não, no último mês e meio mais de uma dezena de automóveis que passaram por vulcanizadoras sediadas no concelho foram alvo de roubos semelhantes.
A maioria dos furtos foram praticados entre a meia-noite e as quatro horas da manhã.
Esta terça-feira o gang deixou a sua assinatura em Alvide, ao furtar as jantes de origem do Renault Clio, que há cerca de uma semana estivera a mudar os pneus numa conhecida vulcanizadora situada na freguesia de São Domingos de Rana.
Neste momento, as autoridades
policiais, sob coordenação do Ministério Público (MP), procuram descortinar até
que ponto há conexão entre os roubos e as vulcanizadoras, sendo, no entanto,
certo, à partida, de que algumas delas estarão a ser utilizadas deliberada ou
indeliberadamente por este gang que, quando parte para a ação, mostra um
conhecimento perfeito do alvo.
O que as autoridades procuram, também, apurar é qual o destino dado às jantes com pneus e, neste sentido, estão a seguir duas linhas de investigação: que a haver envolvimento direto das vulcanizadoras regressem às mesmas para voltarem a serem revendidas ou, então, que os elementos que constituem esta rede e atuam a partir de informação privilegiada que sacam junto das mesmas estejam a operar a soldo de indivíduos sem escrúpulos que exploram o mercado negro de peças e acessórios auto, que é, também, o que parece não faltar atualmente no concelho de Cascais.
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