Os “guardiões” do socorro e da proteção que não têm tempo para a ceia natalícia

Segurança

Por Redação


São homens e mulheres que nos corpos de bombeiros, nos hospitais e nas forças de segurança pública estão de “plantão” e para os quais a noite da Consoada é passada longe do ambiente familiar e quase sem tempo para a ceia natalícia. São os “guardiões” anónimos, que olham pelo nosso socorro e proteção e aqueles que tantas vezes esquecemos ou olhamos com desdém, mas que estão nos seus postos quando mais deles precisamos.


No concelho de Cascais, os nossos “guardiões” - os homens e mulheres que constituem os cinco Corpos de Bombeiros, as equipas em serviço no Hospital e as forças de segurança - viveram uma noite mais ou menos tranquila, não havendo, felizmente, registos de incidentes de maior.


Os cinco Corpos de Bombeiros do concelho tiveram que acudir na transição da véspera para o dia de Natal a várias ocorrências, na sua maioria de doença súbita e de trauma, o que, em muitos casos, contribuiu para que as respetivas ceias da tradicional noite nos quartéis acabasse por não permitir que todo o pessoal e até familiares pudessem “estar todos reunidos à mesma mesa”.


“São ossos do ofício”, conforme uma fonte explicou a Cascais24.


Na corporação de Parede a ceia natalícia foi feita com o comandante no intervalos dos pedidos de socorro
Os Bombeiros de Parede registaram um despiste e dois incêndios, um deles urbano, conforme Cascais24 noticiou pouco antes da meia-noite. Não obstante, a guarnição de serviço, nos intervalos, conseguiu reunir-se na ceia com o comandante Pedro Araújo.


Já a corporação de Carcavelos e São Domingos de Rana, na fase de transição da noite da véspera para o Dia de Natal, registou várias emergências, dificultando a concentração de toda a guarnição”.


Segundo Paulo Santos, comandante da corporação, “só entre as 8h00 do dia 24 e o mesmo período do Dia de Natal foram registadas 26 ocorrências de emergência pré-hospitalar, um despiste e um incêndio num ecoponto”. 


A ceia no corpo de Bombeiros de Carcavelos e S. Domingos de Rana também foi feita por entre emergências


“Em permanência, prontos a acudir a qualquer emergência, estiveram 9 operacionais de serviço”, acrescentou o comandante do Corpo de Bombeiros de Carcavelos e São Domingos de Rana, segundo o qual “com tantos pedidos de socorro, inclusivamente entre as 21h00 e as 24h00, em que registámos 7 emergências, felizmente ainda tivemos oportunidade de organizar uma Ceia de Natal que juntou operacionais e familiares”, com o companheiro José Joaquim Moreira, que pereceu em serviço, na memória de todos.




Também o Corpo de Bombeiros de Cascais, com uma guarnição de 7 operacionais, registou a sua primeira saída na madrugada do Dia de Natal pelas 3h27 para uma doença súbita, em Cascais.


Mais cedo saíram os Bombeiros de Alcabideche, que receberam o primeiro pedido de socorro da madrugada pelas 0h08 para Adroana e um segundo 7 minutos depois para Alvide, ambos para situações de doença súbita.


Uma doença súbita, em São Domingos de Rana, e um trauma, em Alapraia, foram as duas primeiras chamadas da madrugada registadas pelo Corpo de Bombeiros do Estoril.


“Felizmente, sinistralidade rodoviária e casos de violência estiveram ausentes”, disse, a Cascais24, fonte policial, o que contribuiu para que os bombeiros, as equipas na urgência do hospital e as forças de segurança passassem uma noite de Natal mais ou menos calma.


Também as forças de seguranças do concelho (PSP, GNR e Polícia Marítima) não registaram na noite de Natal qualquer incidente digno de registo.


Polícia Municipal e Proteção Civil Municipal também passaram uma noite “sem registo de quaisquer problemas”.






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