Segurança
Por Redação
A PSP terá
recusado 10 carros para patrulhamento, oferecidos por Carlos Carreiras, por
considerar que é à tutela que compete assegurar os meios necessários à
segurança pública e não ao município, apurou Cascais24.
A oferta de
Carlos Carreiras surgiu na sequência de notícias que, na semana passada, davam
conta de que três carros-patrulha estavam inops, devido a avarias, e apenas
dois operacionais para um concelho com mais de 200 mil habitantes.
Houve dias
em que apenas a 51.ª Esquadra (Estoril) e a 56.ª Esquadra (Trajouce) mantinham
os seus carros patrulha operacionais.
Os veículos
ao serviço da 50.ª Esquadra (Cascais), da 52.ª Esquadra (Parede) e da 54.ª
esquadra (Carcavelos) ficaram inoperacionais, devido a avarias.
Segundo
Cascais24 apurou, a vizinha Divisão Policial de Oeiras chegou mesmo a ceder um
dos seus patrulhas a uma das três esquadras do concelho de Cascais.
Entretanto,
apurou ainda Cascais24, o problema estará resolvido.
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| Carlos Carreiras |
Ao saber da
falta de meios, o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras anunciou,
segundo o “Correio da Manhã”, que a autarquia mostrou à PSP “a disponibilidade
para oferecer 10 carros”.
Ainda
segundo a noticia do CM, “o autarca espera uma resposta do MAI e PSP. Um
investimento de 350 mil € – compra – ou 54 mil €/ano em regime ALD – com
manutenção”.
Cascais24
apurou, no entanto, que as chefias máximas da PSP agradecem a oferta, com a
qual, todavia, não concordam por considerarem ser à tutela que compete fornecer
e manter os meios indispensáveis à segurança pública e não às autarquias.
O próprio
comandante da Divisão Policial de Cascais, Intendente Norberto Gomes, ter-se-á
manifestado contra a oferta municipal e dado conta da sua posição às chefias da
PSP, quer no Comando Metropolitano, quer na Direção Nacional.
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| Norberto Gomes |
Norberto
Gomes está a dirigir a Divisão Policial de Cascais desde julho de 2015 e,
apesar de não gozar de grandes simpatias entre os cerca de 450 efetivos que a
constituem, a verdade é que, segundo uma fonte confidenciou a Cascais24, “a
confirmar-se que tomou esta posição, provavelmente subiu na consideração dos polícias”.
“A PSP, seja
de Cascais ou de qualquer outra região do País, não deve aceitar tamanhas
ofertas, que competem à tutela, pois ao fazê-lo corre o sério risco de ficar
refém das autarquias, o que não é de forma alguma aceitável”, concluiu uma
fonte que pediu o anonimato.
Cascais24 sabe que PSD e PS planeiam “descentralizar a questão da segurança pública”
– um processo em curso, bastante sigiloso, em fase de estudo, que visa atribuir aos presidentes de
câmara certas competências na área da segurança pública, o que a generalidade dos setores
da sociedade portuguesa classificam como “inaceitável e impraticável”, porque
“as forças de segurança do Estado nunca poderão ficar subordinadas ao poder
autárquico”.



7 comentários:
Numa altura em que há tanta falta deles, é de louvar a decisão do comandante. Nem tudo está perdido no Reino da Dinamarca.
"Ofertas" destas são autênticos cavalos de Tróia. A municipalização da segurança pública equivaleria a transformar o sistema de segurança que temos - que sem facciosismos é muito qualificado e com provas dadas - num sistema idêntico ao do combate aos incêndios onde falta uma base organizacional coesa e unidade de comando.
Pergunto???
Qual é a diferença entre ficar refém do poder autárquico ou do actual poder central... como se a Policia actualmente fosse uma Instituição independente do poder politico.... quem manda hoje nas Policias e principalmente na PSP é o poder politico... saudades dos militares quando dirigiam os destinos da Instituição, nessa altura sim os políticos não metiam o nariz no que era policia...quanto a carros comprados para a policia, a verba para a aquisição será que sai dos ordenados dos autarcas ou é dos impostos dos contribuintes...onde está a diferença nessa aquisição?
Apenas existe uma justificação" Politica e mais Politica" a rivalidade entre partidos do governo e não governo, com a conivência e servidão dos responsáveis da policia...anjinhos quem vier atrás que feche a porta...tristeza.
Santa ignorância nestes primeiros comentários..
Os primeiros três comentários são de uma ignorância sem precedentes. Um comandante recusar o que não tem, é de uma burrice titânica. Ficar refém do poder autárquico? Municipalizacão da segurança pública. De que manicómio vcs fugiram? O serviço da polícia é qualificado? Terá vc noção de que a polícia portuguesa é das mais atrasadas na Europa?
Não podia deixar de intervir para trazer alguma luz e bom senso aos comentários produzidos .
Fez muito bem o Sr. Comandante recusar tal presente "embrulhado" , porque depende e respeita hierarquicamente as suas chefias ... o Ministério da Administração Interna pode e deve resolver este assunto .
As citadas policias são completamente distintas na sua missão , valores , e codigo de conduta .
Quem recentemente pediu um empréstimo bancário face a dificuldades de tesouraria anda a oferecer carros ? Quando a esmola é muita ....
Os decisores politicos, responsaveis pela promoção e bem estar das populações,
aproveitam todas as ocasiões para se imiscuir em assuntos estritos do Ministério da Administração Interna, sua politica , estratégia , em consonância com os serviços de inteligência....fez muito bem o Sr. Comandante da PSP.
O ruído da semana passada era para a linha ferrea de Cascais, que perdeu 20 milhões de passageiros em 20 anos .. culpou-se injustamente o actual ministro do planeamento ... outros quiseram comprar o Autodromo do Estoril , e no tempo da troika nem um cêntimo se investiu na ferrovia ... agora a ideia importada de fora é ( alternativa à ferrovia ) aproveitando a renegociação da concessão da A5, criar na já congestionada infraestrutura , uma faixa dedicada ao BUS RAPID TRANSIT ... mais um plano de mobilidade inteligente , porventura associada às bicicletas de Cascais .... espera-se que o autarca de Oeiras , não alinhe em mais um fiasco de mal servir as populações .
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