Segurança da empresa LB de Cascais assassinado a tiro era um “apaziguador de conflitos” e só fazia trabalhos "extras"

Segurança




Nuno Cardoso, 42 anos, o segurança abatido com um tiro, esta sexta-feira, ao início da tarde, à porta da discoteca “Barrio Latino”, em Santos, Lisboa, trabalhava desde junho para a LB Segurança Privada, e era a primeira vez que fazia serviço naquele espaço de diversão ao serviço da conhecida empresa do concelho de Cascais.


Cardoso, que “vivia” para a segurança e era considerado um “apaziguador de conflitos”, fora recrutado em junho último pela LB Segurança Privada, com sede em Alcabideche, para fazer trabalhos “extras” em bares e discotecas do Cais de Sodré, Docas e Santos. 


O segurança também efetuava serviços extras para outras duas empresas de segurança, apurou Cascais24.


Nuno Cardoso: a morte aos 42 anos
Nuno Cardoso foi baleado mortalmente, à queima-roupa, por um indivíduo que fugiu e está a ser procurado pelas autoridades.


Estava prestes a terminar o turno de trabalho, depois de ter entrado às seis horas da manhã. A seis minutos da uma hora da tarde foi atingido mortalmente a tiro, em circunstâncias que as autoridades estão a averiguar.


Corre, no entanto, a versão de que foi baleado por um de três jovens que, sem sucesso, terão tentado forçar a entrada na discoteca, que funciona com horário liberalizado, com festas depois do nascer do dia (after-hours).


Desvairado, o indivíduo dirigiu-se à sua viatura, estacionada no parque da discoteca e retirou uma arma de fogo com a qual atingiu mortalmente Nuno Cardoso, que ainda foi transportado pelos próprios colegas à urgência do Hospital de São José, onde chegou cadáver, tendo o corpo recolhido ao instituto de Medicina Legal para ser submetido a autópsia.


A investigação para identificar, localizar e deter o presumível assassino está a cargo da Secção de Homicídios da Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo.


Nuno Cardoso, que deixa órfãs duas filhas, era portador de identificação oficial da atividade de segurança privada que exercia.


Dor e pesar

Em declarações a Cascais24, Luís Branco, CEO e fundador da LB Segurança, que tem a sua sede em Alcabideche, manifestou “profundo pesar pela morte” de Nuno Cardoso e mostrou-se “confiante, quer na rápida detenção do suspeito, quer na aplicação da Justiça”.


Já a nível de familiares e amigos têm sido incontáveis as mensagens de pesar pela morte do segurança. 


“É um pesadelo e não há palavras para descrever a tua perda...Eras um Homem com um coração enorme!!!”, palavras da cunhada Filipa Vanessa nas redes sociais.


“Partiste sem querer, foste levado de nós. A tua amizade e alegria serão recordadas por todos, mais ainda naqueles que te conhecem há 27 anos. Que Deus te guarde e puna quem te levou de nós”, pede, por sua vez, um amigo, Jorge Amaral.


Dois mortos em 3 anos

Nuno Cardoso é o segundo segurança morto em três anos no exercício de funções, ao serviço da LB Segurança Privada- empresa fundada por Luís Branco no concelho de Cascais em 2005.


Em agosto de 2014, na rua da Oura, em Albufeira, onde a LB também presta serviços, um outro segurança, António Guimarães, foi morto à facada ao procurar acabar com uma contenda junto a um bar que tinha por missão proteger.


Luís Branco CEO da LB Segurança Privada
Segundo Luís Branco, que preconiza a integração de especialistas, com sérios conhecimentos, no Conselho Superior de Segurança Privada, “o tipo de criminalidade dos dias de hoje não é igual ao de há alguns anos atrás. É muito superior em número e na violência”.


Por outro lado, diz Luís Branco, “a Lei não se foi adequando a esta violência e está obsoleta”.


O CEO e fundador da LB segurança Privada defende, ainda, “a instalação de câmaras de videovigilância nas zonas envolventes dos bares”, bem como um “patrulhamento, tipo Noite Segura, à semelhança do que acontece com outros programas das forças de segurança, em que exista policiamento de proximidade”.


“Há, também, necessidade de haver um maior apoio e interação entre a segurança privada e a pública”, acrescentou Luís Branco, segundo o qual “nós, a segurança privada, asseguramos a segurança das pessoas dentro dos espaços noturnos, mas na via pública alguém tem de fazer segurança e é aqui que existe uma grande falha”.


Para o diretor da LB, “as polícias não têm efetivos, nem política de segurança adequada. Em suma: Temos falta de segurança nas ruas”.




A L.B. Segurança Privada foi fundada em 2005 e é considerada uma das poucas empresas a operar no mercado da segurança privada em Portugal com créditos firmados, que logrou alcançar grande prestígio desde a sua constituição.



Noticia relacionada
*Segurança da empresa LB de Cascais abatido a tiro à porta de discoteca 


2 comentários:

Aguia Furiosa disse...

Primeira nota: O aumento da criminalidade nestas zonas aonde ao alccol, droga e mulherio se entretem a desinquietar a sociedade portuguesa está a ser controlada pelo SEF ?

Segunda Nota: Qual a razão porque a imprensa e a comunicação daas Policias nunca ou quase nunca não estampa a nacionalidade dos criminosos ?

Respostas que nunca vejo ou leio, quase parecendo que existe protecção ou medo e revelar determinado tipo de imigrantes que recentemente escolheram o nosso país para actuar. Por mim é tempo de o fazer, por mim se as autoridades de segurança não actuarem ou denunciarem é tempo da sociedade civil tomar conta de fazer justiça e limpar o terreno. Eu não ofereço trabalho a latino americanos. Pensem ou digam o que quizerem, nem casa lhes alugo. Não gostam certos anjinhos do que penso e escrevo.

Amigos de peniche disse...

Sabes nao se pode promover a nacionalidade para nao haver preconceito . Mas este tipo de accoes nao sao de latino americanos mas sim do nosso continente. Aquelas pessoas frias de rastilho curto que mal falam a nossa lingua e quando vao aos supermercados tratam mal as pessoas exigem sempre mesmo que nao tenham razao ...nao sao todos mas a ....ménia
É um pais complicado. So na minha rua um entrou na casa na casa alugada e bateu em 2 velhos que lhe dera casa...imagine o resto

MAIS PROCURADAS

MULTIMÉDIA.SAÚDE

MULTIMÉDIA. SEGURANÇA

A PSP e o Metro recomendam: "Durante a abertura de portas não utilize o telemóvel. Pode ser vítima de roubo."