Membro de gang chileno capturado em Cascais volta à cadeia depois de fuga de Caxias e de recaptura em Espanha

Segurança

                                        09/05/2018


Roberto Christopher Serrano Ulloa, o chileno de 30 anos, capturado em outubro de 2016, em Aldeia de Juzo, por agentes da Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Cascais, por assaltos a habitações e que, em fevereiro do ano passado, juntamente com dois outros, logrou escapar da cadeia de Caxias, vindo a ser preso em Espanha, foi, finalmente, entregue às autoridades portuguesas, que lhe (re)confirmaram a prisão preventiva.

Ulloa que, no Chile, foi condenado por furto, posse ilegal de armas, fraude e agressão, vindo, também, mais tarde, a ser deportado da Holanda e de Itália, depois de condenado por roubos, entrou no espaço Schengen, via Paris, em junho de 2016, tendo entrado posteriormente em Portugal.

Integrava aquele que ficou conhecido pelo “gang chileno”, autor de dezenas de assaltos a habitações, muitas delas de luxo, em Cascais, Oeiras, Algarve e no Norte do País.


O chileno Roberto Ulloa
Foi capturado a 15 de outubro de 2016, juntamente com um outro chileno e uma colombiana, na sequência de mais dois assaltos a residências em Aldeia de Juzo e, no final, de uma perseguição noturna movida pelos agentes da Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Cascais, que tinham começado a desmantelar o gang dois meses antes.

Os três membros do gang sul-americano, entre eles Roberto Ulloa, viram as prisões preventivas confirmadas pelo juiz de Instrução Criminal de Cascais.

Roberto Ulloa recolheu à cadeia de Caxias, por existirem fortes indícios da prática de um crime de associação criminosa e quatro crimes de furto qualificado a residência.

Na noite do dia 19 de fevereiro do ano passado, Ulloa, um outro chileno e um português, lograram escapar da cadeia de Caxias.

Viria a ser recapturado no Aeroporto de Barajas, em Madrid por uso de documentos falsos e libertado de seguida por falta de espaço no centro de detenção. Acabaria, no entanto, por voltar a ser preso na Catalunha, por roubo e, finalmente, ficar detido.

Entretanto, o Ministério Público de Cascais emitira um Mandado de Detenção Europeu contra Roberto Ulloa, o qual foi cumprido a 28 de fevereiro do ano passado pelas autoridades espanholas e mereceu decisão favorável do Julgado Central Criminal de Madrid, que manteve a detenção e determinou a entrega do chileno a Portugal.

Porém, a entrega viria a ser suspensa a 22 de março, por decisão do mesmo Julgado, passando o arguido a ficar detido à ordem de processo criminal a correr termos em Espanha, por forma a que pudesse ser investigado e responder pelo roubo praticado na Catalunha.


Com a acusação deduzida em Portugal pela 2.ª Secção de Cascais do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), o chileno foi notificado por carta rogatória cumprida pelo EP espanhol, tendo o processo sido remetido para julgamento.

Entregue, finalmente, às autoridades portuguesas, Roberto Ulloa voltou a ser submetido a interrogatório e sujeito às medidas de coação de Termo de Identidade e Residência (TIR) e prisão preventiva em razão da existência de fundamentados perigos de fuga, continuação da atividade criminosa e grave perturbação da ordem e tranquilidade públicas. 

Segundo o Ministério Público, que não divulgou qual a cadeia onde o chileno recolheu entretanto, esta “situação processual irá manter-se no decurso do julgamento”, que deverá ter lugar em breve.

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