POSIÇÃO. Administração do Hospital de Cascais "lamenta forma exacerbada" de noticias que denunciam proibições

Saúde


Por Redação

O Hospital de Cascais, através da agência de comunicação contratada para preservar a sua imagem, acaba de divulgar, esta sexta-feira, à noite, uma nota na qual “lamenta a forma exacerbada como tem sido lido nas últimas horas parte do regulamento divulgado”.

Em causa estão notícias que revelam um novo regulamento interno de utilização e conservação do fardamento e cacifo do Hospital José de Almeida, vulgo Hospital de Cascais que, entre outros, proíbe os piercings e as minissaias.

Contatada por Cascais24, Isabel Carriço, que assina a nota oficial divulgada esta sexta-feira, à noite, afirmou que “nada mais tem a acrescentar” a este comunicado oficial.


De acordo com a nota, “o Hospital e o grupo ao qual pertence promove a integração e a diversidade, promovendo igualmente o serviço público de qualidade – aliás, amplamente reconhecida - respeitando normas e requisitos, sobejamente conhecidos, de controlo de infeção”.

E, o comunicado da agência de comunicação, que segue diretivas da administração da unidade hospitalar, adianta que “a qualidade e segurança de serviço que os utentes nos merecem, e aquilo que a população espera de nós, implica que seja mantido um ambiente de respeito pelos utentes e que sejam conhecidas por todos os profissionais normas de conduta. O que é habitual em qualquer empresa que serve o público, e ainda mais premente no caso da saúde”.

“Respeitar o público, as pessoas que servimos e os nossos profissionais são prioridades do Hospital”, remata a nota enviada esta sexta-feira às Redações.

O novo regulamento interno de utilização e conservação do fardamento e cacifo do Hospital José de Almeida, vulgo Hospital de Cascais, proíbe, entre outros, os piercings e as minissaias.

As novas regras impõem, ainda, uma maquilhagem discreta e o uso de rabo-de-cavalo se o comprimento do cabelo estiver abaixo dos ombros. O desodorizante não deve ter cheiro e o perfume quer-se leve, fresco e agradável para não incomodar os utentes.


Chinelos, sandálias e botas estão proibidos e joias e tatuagens não podem estar em locais visíveis do corpo, segundo o novo regulamento.


Já para quem está nas receções há ainda mais exigências. Os homens devem usar meias lisas e discretas, de preferência azuis escuras. As mulheres devem usar collants em tom natural ou azul escuro, camisa abotoada ao nível do peito e só poderão usar joias simples e discretas e em quantidade reduzida.


Entretanto, a propósito, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul divulgou um comunicado, no qual que considera o documento "intolerável num Estado democrático", sublinhando que "constitui um atentado à Constituição da República" e exige "aos poderes legalmente estabelecidos a imediata anulação deste tipo de chantagem e assédio nos locais de trabalho".



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1 comentário:

Anónimo disse...

O regime autocratico em Cascais liderado pelo PSD/CDS tem mais um aliado nas practicas usadas...um dia destes decretam para si próprio as burkas .

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