SARAMPO. Inquérito ao Hospital de Cascais revela que foi "eficaz a controlar a infeção"

Saúde

Por Redação


A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), liderada por Leonor Furtado, concluiu que não houve negligência no Hospital de Cascais nos casos de sarampo, no ano passado e, pelo contrário, foi “eficaz a controlar a infeção”.



O inquérito, que durou quase meio ano, acaba, assim, arquivado, avança o "Público", que teve acesso às conclusões, as quais consideram que houve “articulação entre os vários serviços e o envolvimento próximo das chefias” e que a unidade de saúde deu “uma resposta eficaz no domínio da infecção hospitalar”.


O surto de sarampo, que infetou profissionais de saúde e uma adolescente, de 17 anos, que acabou por morrer no Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa, registou-se na Primavera do ano passado.


A primeira infeção foi detetada numa criança de 13 meses, não vacinada, que deu entrada na urgência pediátrica do Hospital de Cascais no dia 27 de março, tendo depois contagiado cinco funcionárias, que estavam vacinadas, o que levou a que fossem infetadas de uma forma mais leve. 



No entanto, a adolescente, de 17 anos, que também deu entrada em Cascais, devido ao agravamento do estado de saúde, foi mais tarde transferida para o Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, onde acabou por morrer. 



A jovem não estava vacinada contra o sarampo, alegadamente por indicação de uma médica, que a acompanhava, devido a outros presumíveis problemas de saúde.



A verdade é que só terá sido internada no final de três deslocações à urgência pediátrica de Cascais, mesmo assim sem que a jovem médica que a assistiu na urgência lhe tivesse diagnosticado sarampo.



Já na altura, Eduarda Reis, diretora-geral do Hospital de Cascais tinha assegurado o "cumprimento de todas as normas da Direção-Geral da Saúde”, e que “todos os contactos em risco foram chamados” àquela unidade de saúde.



A Inspetora-Geral das Atividades em Saúde, Leonor Furtado, no cargo há dois anos, fez na altura saber que pretendia apurar, ao pormenor, o que aconteceu, nomeadamente a existência ou não de algum procedimento menos adequado.



Em outubro último, a Inspeção comunicou ao Ministério da Saúde a decisão de arquivar o inquérito, o que foi agora confirmado por fonte do gabinete do ministro da Saúde ao jornal Público.












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