Roturas deixam milhares sem água

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Duas roturas em menos de 24 horas na rua Homem Cristo em S. João Estoril (Foto Cascais24)

Por REDAÇÃO
15 outubro 2020

Pelo menos, quatro roturas nas tubagens degradadas de abastecimento deixaram esta quinta-feira milhares de pessoas sem água durante largas horas, no concelho de Cascais, onde as interrupções de abastecimento ou água “barrenta” a correr das torneiras tornaram-se nos últimos tempos uma quase rotina diária para os consumidores.

Duas roturas registaram-se com um curto intervalo de horas no mesmo local, na rua Homem Cristo, em São João do Estoril.

A primeira registou-se de madrugada, oficialmente e, segundo a Águas de Cascais, na rua Vicente Arnoso, paralela à Homem Cristo.

Foi feita a reparação, mas aparentemente sem sucesso, pois esta quinta-feira, à tarde, registou-se nova rotura exatamente no mesmo sítio, o que poderá ser atribuído ao estado da tubagem, em lusalite, bastante degradada. 

Também foram registadas duas outras roturas na via pública, uma na rua das Fontaínhas, frente ao supermercado Lidl e outra na avenida São Pedro junto ao número 21, no Monte Estoril.

Segundo um morador de um dos locais afetados, a Águas de Cascais “deixa muito a desejar do ponto de vista do serviço prestado à população” e denunciou mesmo que  “ainda antes do fecho da empresa não havia ninguém disponível .para prestar informações, ou receber comunicações de falhas no abastecimento de água, ou de roturas na via pública”.

Já esta terça-feira, durante toda a manhã, a água que abastecia algumas habitações em Manique de Baixo, sobretudo das que estão perto da construção do novo reservatório, surgiu completamente “barrenta” nas torneiras, não tendo sido fornecida qualquer explicação para esta “excelente qualidade de água”.

Debaixo de “fogo”

Neste momento, recorda-se, a Águas de Cascais está debaixo de fogo pelos serviços que presta e pela alta faturação no consumo que pratica, aliada às taxas de resíduos camarários. 

A própria Comissão Concelhia de Cascais do PCP decidiu há dias lançar a campanha “QUEREMOS A ÁGUA PÚBLICA! - Por um serviço de qualidade, a baixo custo” no município cascalense. 

Em nota divulgada à Comunicação Social e noticiada pelo Cascais24, aquela estrutura recorda que “em Cascais, a concessão do serviço de abastecimento de água à empresa privada Águas de Cascais, teve duas graves consequências”, a primeira “um aumento dos custos da água para o consumidor, um dos mais elevados do País, que condiciona o direito universal de acesso à água a muitos munícipes e a segunda “uma redução da qualidade do serviço de água, procurando a concessionária apenas minimizar os custos de manutenção, monitorização e fornecimento do serviço, tendo em vista o aumento dos lucros”.

A campanha pública agora anunciada, que decorrerá durante os próximos meses, envolve a produção de documentos, ações de contato e esclarecimento junto das populações e promete intervir “institucionalmente tendo em vista a urgente concretização da reintegração do serviço de água na gestão municipal”. 

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