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| 17 FEVEREIRO 2019 |
"Protocolo entre Docapesca
e Município de Cascais permite reabilitar o posto de vendagem de Cascais".
Diz
a notícia que a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, presidiu no dia 1 de
Fevereiro, à cerimónia de assinatura do protocolo entre a Docapesca e o
Município de Cascais, que tem como finalidade a reabilitação do Posto de
Vendagem e Transferência de Pescado de Cascais, que se encontra em avançado
estado de degradação.
O
objecto deste protocolo, que estará em vigor por dez anos, traduz-se na “cedência ao Município de Cascais de uma
parcela do imóvel que actualmente constitui o Posto de Vendagem e Transferência
de Pescado de Cascais, com o intuito de requalificar esta infraestrutura,
dotando-o das necessárias condições higiénicas e sanitárias e da cadeia de
frio, exigidas para o seu regular funcionamento, mas também de novos espaços
que acrescentam valor ao posto e valorizam o pescado nacional e o trabalho dos
profissionais da pesca de Cascais”.
Além
disto, e continuando a declaração de intenções, “está prevista a criação de uma escola de hotelaria dedicada aos
produtos locais do mar, espaços de restauração temáticos e uma loja para o
Cabaz do Mar”.
Neste
Posto de Vendagem, a Docapesca prevê um investimento na ordem dos 200.000
euros.
Até
aqui … tudo bem, na festa: … foi o enunciado das boas intenções … foi a presença
dos dignatários oficiais … com ministra e tudo … mais os burocratas locais … foi
a pompa e circunstância a condizer … e, finalmente, foi a propaganda do costume,
devidamente ajeitada para estupidificar, ainda mais, o inocente do munícipe que
acredita em tudo o que lhe prometem.
Resta,
agora, descobrir quem vai beneficiar, efectivamente, desta iniciativa conjunta:
1. … se os pescadores de
Cascais, que são, desde sempre, a alma da Vila;
2. … se o município de
Cascais que, na concretização desta oportuna mais-valia, poderá canalizar para a
autarquia os proveitos substanciais e os dividendos proporcionados por este investimento
ou,
3. … se outros interesses
mais altos se “alevantam”… condicionando a autarquia a concessionar a terceiros este activo valorizado,
em condições escandalosas que permitam a esses terceiros arrecadar a parte de
leão nos benefícios do negócio…
Aliás,
dá para perguntar se estará na forja um caso idêntico ao que recentemente
aconteceu no negócio do terreno da Costa
da Guia, onde os 5.000m2 de um
espaço publico fortemente arborizado e limpo, tradicionalmente utilizado
para o laser dos moradores circundantes e suas famílias, foram cedidos à Associação Chabad Portugal, por um
prazo de 50 anos, renováveis indefinidamente por períodos de 25 anos (!!!),
pela escandalosa quantia de €744,00 / mês
… na suposta intenção de ali instalarem uma estrutura de ensinamento e
divulgação do judaísmo ortodoxo.
Pergunto-me se a contrapartida negociada
com esta associação supera, em qualidade e em benefício dos munícipes, aquela
que lhes foi brutal e arbitrariamente retirada.
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| Negócio fechado!.... |
Esta
recente vocação da Câmara Municipal de Cascais e do seu presidente Carreiras para
o pluriculturalismo religioso deixa-me completamente fascinado e leva-me a
acreditar que mesmo aos maiores pecadores está reservada uma oportunidade de
remissão. Mas, no caso presente, tudo me leva a acumular reticências em relação
a esta nova “paixão” de Carreiras pela “liberdade religiosa” e pela lota.
Será
que os nossos responsáveis autárquicos foram atingidos por um providencial relâmpago
divino que os chamou ao serviço do Senhor … ou será que, pela Luz do avental
sentiram o aperto do compromisso, provocando-lhes um rebate de consciência que os
induziu numa romagem de arrependimento e de penitência para perdão dos seus
pecados?
Toda
esta engrenagem da gestão autárquica local me parece eivada de contornos que
causam um enorme desconforto na maioria das pessoas ao mesmo tempo que parece
agradar, apenas, a um reduzido punhado de iluminados.
Ler outros artigos de MANUEL RUA
+Muito mal vai a Democracia em Cascais!
*Os artigos de opinião publicados são da inteira responsabilidade dos seus autores e não exprimem, necessariamente, o ponto de vista de Cascais24.
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