PASSADIÇO DA DUNA DA CRESMINA: Um local de eleição que ninguém quer perder

ATUAL


LUIS CURADO (Texto) e PAULO RODRIGUES (Fotos)
24 setembro 2020
Um dos passeios mais procurados pelos turistas e residentes na região costeira do concelho de Cascais é o Passadiço da Duna da Cresmina, junto às praias da Cresmina e do Guincho. Diariamente, este trilho é percorrido por imensos amantes da Natureza, que ali vão desfrutar da magnífica paisagem em redor. Contudo, nos últimos tempos, o passadiço apresentou alguns sinais de degradação, que causaram preocupação. 

As dunas do Guincho-Cresmina fazem parte do complexo dunar Guincho-Oitavos, localizado no Parque Natural de Sintra-Cascais (PNS-C). No local foi instalado um Núcleo de Interpretação com a finalidade de dar a conhecer uma paisagem particular que atrai um elevado número de visitantes num enquadramento paisagístico dominado pelo mar e pela serra. 

Um percurso de passadiços em madeira que atravessam as dunas em toda a sua extensão permite explorar e ficar a conhecer a biodiversidade local. Ao longo deste trilho integrado na Natureza é possível descobrir a fauna e a flora locais, que coexistem neste espaço em perfeita harmonia, sendo de realçar a existência de algumas espécies autóctones. 

Das plantas nativas nesta única zona de protecção integral do PNS-C, destacam-se o narciso das areias, a sabina-das-praias, o estorno e a raiz-divina, por exemplo. Entre elas, a lagartixa-da-areia deixa o seu rasto particular num ecossistema que também dá abrigo ao coelho bravo, à víbora-cornuda e a várias aves, como o pilrito-das-praias, o cartaxo e o borrego-grande-de-coleira, entre outras.

Recentemente, alguns munícipes queixaram-se do mau estado do passadiço da Cresmina, referindo a existência de madeiras soltas, parafusos salientes, falta de traves e algumas partes soterradas pela areia. O jornal ‘O Correio da Linha’ foi procurar saber o que a Câmara Municipal de Cascais (CMC) tem planeado para este local tão procurado pelos amantes da Natureza.


Passadiço vai ser renovado

“O Passadiço da Duna da Cresmina, face à sua exposição, tempo de vida (foi contruído em 2011) e utilização intensiva, requer uma manutenção assídua, que é assegurada pelo Ranger (funcionário da Cascais Ambiente com responsabilidades na promoção e protecção da biodiversidade, sensibilização e Turismo de Natureza) de serviço no local”, começa por explicar a autarquia. 

A CMC assinala que “em cerca de quatro quilómetros de percurso feito em passadiços de madeira ocorre por vezes que alguns troços exijam alguma substituição”, uma acção que, garante, é realizada frequentemente. “Este passadiço está em constante renovação, faseadamente”, sublinha a autarquia, assegurando “a sua utilização em segurança pelos visitantes”.

Segundo explicam ainda os serviços camarários, “o período associado ao estado de contingência que ocorreu devido à pandemia COVID-19 ocasionou alguns atrasos no fornecimento de madeira à Cascais Ambiente para a manutenção de equipamentos, o que já foi normalizado”, sendo esta a razão apontada para justificar os problemas apontados pelos munícipes na manutenção do passadiço.


Avanço da duna está a ser monitorizado

Outra das preocupações expressas pelos munícipes relaciona-se com o avanço da Duna da Cresmina em direcção ao Parque de Campismo do Guincho, sendo que parte do passadiço nesta zona já está soterrado. 

“No que concerne ao movimento da duna, de facto é uma evidência”, refere a CMC, recordando que “a duna faz parte de um sistema dinâmico natural com progressões e movimentações constantes resultantes de factores naturais”.

“O corpo técnico da Cascais Ambiente está a monitorizar a dinâmica da duna no local, identificando acções que possam minimizar os efeitos adversos que o avanço da duna, natural, possa causar”, revela a autarquia.



 

 


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