PARADOS no Tempo

OPINIÃO

04 janeiro 2023 | 14h22
Terminado o ano de 2022, e agora que se inicia o 2023, impõe-se uma reflexão sobre o passado que nos trouxe até aqui, e o futuro que nos aguarda.

Como país, 2022 demonstrou que o modelo que temos seguido nos tem conduzido à estagnação e à pobreza. Podemos procurar desculpas em fatores externos, sejam eles a crise financeira de 2008, o programa de assistência financeira de 2011, a pandemia, a guerra na Ucrânia, ou outras circunstâncias, mas muitos outros países, expostos ao mesmo, cresceram muito mais. E continuam a crescer. Continuar a acreditar num Estado cada vez maior, cada vez mais ineficiente, cada vez mais interventivo na economia, e cada vez menos ético (como o provam os sucessivos escândalos que têm vindo a público) não nos vai tirar desta situação. Construir uma sociedade e uma economia cada vez mais dependente de subsídios e de apoios, e pensar que a solução para cada um dos nossos problemas é o Estado, só nos pode levar à ruína.

Como concelho, 2022 demonstrou, como a Iniciativa Liberal sempre tem afirmado, que temos uma autarquia que vive de propaganda, alimentando a ideia de que vivemos num concelho moderno e desenvolvido, mas onde na realidade persistem os mesmos problemas de sempre. Exemplos não faltam: no ambiente, assistimos novamente a praias encerradas por poluição (esgoto), no urbanismo, repetiu-se o centro de Cascais mais uma vez submerso, na mobilidade, atingimos novos recordes de tráfego rodoviário por viatura própria com o inevitável congestionamento, na educação, temos sucessivo atrasos (e aumentos de custos) na construção da nova Escola Secundária de Cascais, no desenvolvimento económico, a autarquia remete-se ao silêncio perante o abandono de projetos de investimento fora do imobiliário. A lista é interminável.

A tudo isto, a autarquia contrapõe com mais “subsídios” e programas “sociais”, mais “investimentos” sem que se conheça a análise financeira que os sustentam, utilizado toda uma parafernália de propaganda para divulgar mais um “apoio” da autarquia. Devemos ter as melhores festas do país, sejam elas as Festas do Mar, as celebrações de Natal ou tantas outras. Temos certamente a autarquia com maior presença nas redes sociais, com muitos dos autarcas transformados em verdadeiros socialites. Mas não temos nem verdadeiro desenvolvimento nem verdadeiro progresso.

Não conheço nenhum exemplo no mundo onde um modelo de crescimento baseado apenas e só no imobiliário de luxo, como aquele seguido hoje por Cascais, se tenha traduzido por mais igualdade social ou uma sociedade de maiores oportunidades para todos, e sobretudo com elevador social, baseado no mérito de cada um, para os mais desfavorecidos. Mas Miguel Pinto Luz pensa que somos a Califórnia...

Querer um futuro melhor significa tirar o Estado (central e local) do intervencionismo na economia, acabar com o abuso fiscal a que somos submetidos todos os dias, e limpar a administração pública de políticos que preferem a opacidade à transparente prestação de contas e escrutínio de resultados.

Em 2022 a Iniciativa Liberal foi o partido que mais propostas apresentou na Assembleia Municipal de Cascais para alterar este estado de coisas. As nossas propostas para que a Câmara Municipal de Cascais explique aos munícipes o motivo da poluição que encerrou inúmeras praias este verão, para que explique porque se gastou tanto dinheiro em supostas medidas contra a pandemia sem ter resultados para mostrar, para reduzir impostos, para remover cabos aéreos, para divulgar detalhadamente as despesas da autarquia, para reduzir ou eliminar taxas e taxinhas, para compreender os ruinosos investimentos em bicicletas partilhadas e para ter uma autarquia mais transparente, foram todas elas rejeitadas com os votos contra do PSD, do CDS e do Chega, estes dois últimos transformados em partidos satélites do PSD Cascais.

Entre Carlos Carreiras e António Costa, venha o diabo e escolha.

Uma coisa é certa, em 2023 a Iniciativa Liberal continuará a trabalhar por um país e um concelho melhor.


*Coordenador do Núcleo Territorial de Cascais da INICIATIVA LIBERAL (IL)

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*Os artigos de opinião publicados são da inteira responsabilidade dos seus autores e não exprimem, necessariamente, o ponto de vista de Cascais24Horas







1 comentário:

Anónimo disse...

Infelizmente o sistema manda. Mexer num lado significa o abanar da casa.

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