OPERAÇÃO LARANJA. Luso-brasileiro a viver em Cascais montou esquema que branqueou mais de 20 milhões de euros

INVESTIGAÇÃO

SUSPEITO de esquema que rendeu mais de 20 milhões entrou em Portugal como turista, por cá ficou e conseguiu obter dupla nacionalidade



02 julho 2021 | 20h42
Um cidadão luso-brasileiro, 57 anos, é apontado pelo DIAP de Cascais como suspeito de ser responsável por uma rede transnacional que branqueou mais de 20 milhões de euros através de faturas falsas emitidas por empresas de fachada, na sua maioria associadas à área da construção civil.

O alegado “cérebro” do esquema, que vive em Cascais e ostentaria uma vida de luxo, foi detido esta quinta-feira, na sequência da Operação “Laranja” lançada por inspetores da Unidade Anticorrupção da Polícia Judiciária (PJ).

O homem que entrou em Portugal há alguns anos como turista acabou por obter a dupla nacionalidade portuguesa e brasileira e estava a ser investigado pelo DIAP de Cascais desde 2018, apurou Cascais24.

Esta ofensiva culminou, ainda, na realização de 22 buscas domiciliárias e não domiciliárias, bem como na constituição de oito arguidos, que funcionariam como “testas de ferro” e na sua maioria cidadãos brasileiros.

De resto, não foi por acaso que a PJ deu a esta operação a designação de "Laranja"- linguagem popular no Brasil para qualificar os "testas de ferro".

O alegado chefe da rede e os oito suspeitos constituídos arguidos são suspeitos dos crimes de branqueamento, associação criminosa e fraude fiscal praticados desde há seis anos.

O modus operandi da rede assentava na constituição de empresas de fachada, na Bélgica e em Portugal, constituídas com recurso a “testas-de-ferro” e à subsequente abertura de contas bancárias.

As empresas constituídas, maioritariamente associadas à área da construção civil com sedes fictícias nos concelhos de Cascais e de Sintra não desenvolviam qualquer atividade real. 

Eram, exclusivamente, utilizadas para a emissão de faturação falsa, que sustentaria as transferências bancárias recebidas, as quais ascenderam a 20 milhões de euros.

“Os montantes recebidos em Portugal eram subsequentemente reenviados para empresas sediadas na Bélgica, quer através de novas transferências bancárias, quer através de levantamentos em numerário, em ATM’s sediadas nesse país, maioritariamente por emigrantes brasileiros, muitos ilegais”, disse, a Cascais24, fonte da investigação judicial.

Esta sexta-feira, à tarde, o suspeito foi submetido a primeiro interrogatório judicial junto do Tribunal de Cascais, com o Ministério Público a propor a sua prisão preventiva, mas ainda é desconhecida a medida de coação decidida pelo juiz de Instrução Criminal.



1 comentário:

Unknown disse...

Os brasileiros têm que ir para a terra deles, eles são malucos e falsos.

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