Karma ou pouca sorte?


01 FEVEREIRO 2020

Fico revoltada por cada vez que leio comentários de pessoas que nada sabem de relações, muito menos de violência doméstica.

Onde lhes custa a crer, como é possível alguém cair tantas vezes na mesma teia. 

Foi o que aconteceu a Sílvia, de 35 anos. 

Quando devia estar na escola, onde porventura aprendia muito, não só da vida, como de conhecimentos, Sílvia estava aos 16 anos a juntar-se com o seu primeiro companheiro, do qual teve duas filhas. 

Não gostava de trabalhar e, por isso, não podia continuar naquela relação, sozinha com o barco...

Uns tempos depois volta a encontrar alguém, que a fez voltar a acreditar no amor e ter esperança de uma vida melhor, mas foi sol de pouca dura... Ciumento QB, possessivo, agredia - a, e apontou - lhe uma arma, fez queixa, e saiu desta relação.

Por cada vez que a vida lhe pregava partidas, Sílvia batia à porta de instituições.

Sílvia, 35 anos, karma ou pouca sorte?
E foi numa das instituições que conheceu o seu terceiro  companheiro e pai do seu terceiro filho, e descobre que fumava droga e começa a tratá-la muito mal, dando-lhe grandes tareias, os pais iam ajudando no que podiam, mas não era suficiente.

Com vergonha, não apresenta queixa, mas não aguenta e volta para uma instituição.

Talvez por fragilidade, por carência, nunca sabemos o porquê? O certo, porém, é que voltou a cair tempos depois, quando lhe é atribuída uma casa camarária e, para poder ir trabalhar, tem que deixar os filhos ao cuidado de uma vizinha. Esta tem um filho que. Tempos depois, acaba por relacionar-se com Sílvia.

E começa assim a quarta rodeada de tanta saturação, mau viver, este era de tal forma doente que, por cada passo que Sílvia desse, ela tinha que o avisar. Tornou-se obsessivo com a filha do meio de Sílvia, a mais velha ficou desde sempre a viver com os pais de Sílvia.

Sílvia engravida de novo e os mais tratos cada vez era mais eminentes, desta vez com contornos mais graves... 

Arranja coragem, faz queixa e sai, liberta-se finalmente. 

Com 3 filhos volta a outra instituição, onde faz uma pequena cura, cura esta que a meu ver deveria ter sido logo feita desde o início. 

Hoje, Sílvia é uma jovem mulher magoada, com dificuldades, que continua a lutar pelo bem-estar dos filhos.

No entanto, pergunto: Karma ou pouca sorte? 

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