DIREITO DE RESPOSTA. "Fogo em autocarro da Scotturb leva pânico a Alcabideche"


Ao abrigo da Lei de Imprensa n.º 2/99, de 13 de janeiro (Artigos 24.º, 25.º e 26.º), Cascais24 recebeu da Scotturb, através da prestigiada Sociedade de Advogados Miranda & Associados, o pedido de Direito de Resposta à notícia com o titulo "Fogo em autocarro da Scotturb leva pânico a Alcabideche"  publicada esta quinta-feira, dia 05 de setembro de 2019, que aqui reproduzimos:

Exmo. Senhor Diretor do Jornal “Cascais24 Valdemar Pinheiro,


Scotturb – Transportes Urbanos, Lda, vem, com base no disposto no artigo 37º, nº. 4 da Constituição da República Portuguesa e nos artigos 24º e 25º da Lei da Imprensa, exercer o seu direito de resposta relativamente à noticia publicada no Jornal “Cascais24” dirigido por V. Exa, o que faz nos seguintes termos:

1.º No dia de ontem, dia 05.09.2019, foi publicada no Jornal “Cascais24” uma noticia intitulada “Fogo em autocarro da Scotturb leva a pânico em Alcabideche”.

2º. Lendo-se o corpo da noticia em apreço, de imediato se percebe que o referido titulo é alarmista, pois que não se registaram quaisquer danos para terceiros, pessoais ou materiais, nem se gerou qualquer “pânico em Alcabideche”. Aliás, a inexistência de imagens a acompanhar a notícia em apreciação é reveladora de que, de facto, não se registou nenhum incêndio no dito autocarro.

3º. O que esteve em causa foi uma avaria mecânica relacionada com o sistema de travagem de um autocarro da Scotturb, que originou a libertação de fumo e impediu que o dito veículo prosseguisse o seu serviço habitual, o que é muito diferente da deflagração de um incêndio gerador de pavor.

4º. Acresce, que é igualmente destituída de fundamento a afirmação – que também não se suporta em nenhum facto concreto – de que “não é a primeira vez que são registados incidentes do género”, perpassando a ideia, errónea, de que é habitual sucederem estas ocorrências na frota da Scotturb. Não é.

5º. Assim, a noticia em causa revela-se falaciosa e afecta a reputação da Scotturb, bem como o profissionalismo de mais de 400 trabalhadores que diariamente asseguram o serviço de transporte público a cerca de 40.000 passageiros.

6º. Impõe-se, pois, a publicação desde texto, nos termos legais acima indicados, ao abrigo do legítimo exercício do direito de resposta da Scotturb.

Atentamente,

Pedro Melo e Maria Ataíde Cordeiro

Com Procuração Forense

Pela Scotturb

Beatriz Barata Feitosa

Diretora-Geral





NOTA DO DIRETOR
A noticia avançada por Cascais24 foi sustentada por fontes oficiais, nomeadamente por fonte do Comando dos Bombeiros de Alcabideche e Autoridade Nacional de Emergência de Proteção Civil, que receberam alerta para incêndio em transporte rodoviário.

Que as densas camadas de fumo causaram pânico, junto à estação dos CTT, no centro de Alcabideche, não é mentira; que o autocarro foi escoltado pelos Bombeiros até à sede da empresa, em Adroana, também é inegável. Como inegável são os atentados ao ambiente, causados pela libertação de fumos dos autocarros e as avarias, por alegada falta de manutenção, que obrigam ao transbordo de passageiros. São factos, constatados por milhares de utentes e outros tantos milhares de automobilistas. Apesar de, em 2017, ter criado “abusivamente” um produto de Verão chamado “Cascais24”, com o título do nosso jornal, nada move Cascais24 contra a transportadora Scotturb que, reconhecemos, até tem procurado servir dentro do que lhe é possível os seus milhares de utentes. Inclusivamente, tem apostado na renovação da frota. Mas, como qualquer empresa ou instituição de serviço público, neste caso apesar de privada, não está imune às críticas. Como, também, tem sido notícia pelo lado positivo, por várias vezes, em Cascais24. A Scotturb pode continuar a contar com a imparcialidade de Cascais24
Valdemar Pinheiro (Jornalista CPJ376A)


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2 comentários:

Anónimo disse...

Realmente nunca vejo fotos das noticias, começo a pensar que este jornal é pouco credível

Anónimo disse...

Não é necessário uma notícia dessa natureza para afetar a reputação da Scotturb. Os atrasos constantes, as condições degradantes de alguns autocarros a efectuar serviços diários, bem como os preços exorbitantes que exercem, refletem a qualidade dos serviços prestados pela empresa e, consequentemente, a "boa" reputação da mesma.

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