Porquê, sangue do meu sangue?


                                         06 DEZEMBRO 2019

Selma foi mais uma vítima nas mãos de alguém que nunca soube o que era o amor... De alguém que, talvez por ter vivido debaixo da violência doméstica, tivesse aprendido a amar assim.

E esta é a pior forma de amar.

Agredir e maltratar nunca podem ser atos de amor. 

A violência, não escolhe raça, não escolhe país, não escolhe nada. Simplesmente, acontece... E só é praticada por alguém fraco e psicologicamente doente.

Selma sofreu 13 anos na sua terra natal, o Brasil.

Selma vive com o drama do afastamento do filho mais velho
O álcool, os ciúmes doentios e ser filho da violência doméstica, fez com que o marido não a tivesse tratado como merecia.

E quando  estava com o sentimento de libertação e, finalmente, tinha encontrado a sua almejada paz, Selma teve que pesar os prós e contras e, num ato de amor - amor pelo seu filho mais novo, num impulso para o salvar, por estar com depressão grave - não teve escolha, nem apoios e voltou para o marido. 

Mas, enquanto concentrada, não só em salvar o seu filho, mas também o seu casamento, o terror continua. Agrava-se mesmo.

O filho mais velho não entende e rejeita a mãe. Mãe esta que atravessou o Oceano, sujeitando-se, de novo, a viver com o agressor, em prol dos seus filhos. 

Selma, para além da violência que continuava a sofrer, vive outro terror: o afastamento e rejeição do filho mais velho. 

Foram 12 anos sem ver ou falar com ele.

Hoje divorciada do agressor, mais liberta com o filho mais novo a fazer a sua vida, ainda não encontrou a tão desejada Paz, pois o seu filho mais velho, mal lhe fala.

Selma interroga-se, porquê? Provavelmente, por ser mais um filho de violência doméstica, manipulado a traumatizado pelo agressor, que não consegue vislumbrar a sua vida sem ele e não consegue entender o ato libertador da mãe.

Porquê?

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