Crime ambiental na Estrada da Rebelva


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JOSÉ COELHO MARTINS (Texto
30 novembro 2018
A estrada da Rebelva representa um problema enorme de tráfego e de saúde pública. Os automobilistas são confrontados com enormes filas de trânsito nesta estrada bastante poluída e ruidosa. Os moradores sofrem com o ruído, poluição e risco de acidentes.

As rotundas da Rebelva e de S. Domingos de Rana são autênticos bloqueios à fluidez do trânsito, criando um péssimo ambiente de vida a quem aqui reside e dificultando a vida aos automobilistas. 

Desde há 3 anos que os moradores insistem com a Câmara Municipal de Cascais em vão, com mails, reuniões e presenças pessoais em reuniões públicas do executivo e da Assembleia Municipal, recebendo sempre não respostas ou respostas evasivas e irresponsáveis. 

Estou a chegar à conclusão que se trata de um esforço inglório, pois esta gente que está no executivo camarário funciona com um nível de autocracia total, a par de um total desrespeito pelos cidadãos.


Problemas graves não são resolvidos, como é o caso vertente, mas parecem ser atribuídas facilidades a grupos particulares para explorarem projetos privados comerciais e lucrativos, de que destaco as obras em curso do empreendimento da firma A. Santo em S. Miguel das Encostas, de uma generosa volumetria e capacidade de alojamento habitacional (http://www.saomiguel-residence.pt/), a Universidade Nova em Carcavelos e as obras em curso no antigo espaço da Legrand na Rebelva  que julgo envolverem um enorme complexo empresarial ligado à Nestlé, aparte outros em planeamento e que ainda não são do domínio público.

Ou seja, o executivo camarário assume-se como o "dono disto tudo" e pretende que não reste nem um metro quadrado de terreno livre nesta zona, com isso criando um permanente e insolúvel problema  de tráfego, com os inerentes índices de poluição e ruído, numa zona/estrada que é maioritariamente composta por residências, em particular moradias unifamiliares.


Tudo se conjuga, obviamente, para que o aumento muito vincado de pessoas e viaturas a circular nesta estrada, atualmente a principal via de acesso à A5 aqui utilizada, transforme este local num verdadeiro Inferno. As próprias obras rodoviárias em curso associadas ao empreendimento no espaço da antiga Legrand parecem configurar ainda mais problemas.

Seria de esperar da vereadora do Ambiente, arqª.Joana Balsemão e/ou do presidente da Cascais Ambiente, engº. Luís Capão, uma posição algo contrastante com este estado de coisas, mas não! 


Alinham pelo mesmo diapasão! 

Nem a plantação de arvoredo ao longo desta via (Estrada da Rebelva) e da Av. Conde de Riba de Ave está contemplada para uma minoração do impacto ambiental. O que vemos por aqui, e cada vez mais, é betão, alcatrão e  viaturas.



O que não temos por aqui é um controlo da qualidade do ar! MUITO GRAVE!

Tal poderão constatar no texto publicado pelo vereador não executivo, Sr. Clemente Alves, no jornal Cascais24, cujo link se apresenta:



Parece que a Câmara Municipal de Cascais é advogado em causa própria nesta questão do ambiente, não havendo qualquer outra entidade a intervir nesta matéria em termos de fiscalização, controlo, supervisão e punição dos responsáveis. MUITO GRAVE!

É urgente que se faça alguma coisa!...

A autocracia e arbitrariedade de gestão que é exercida nesta autarquia não é compatível com a vida democrática e com a legítima aspiração da população residente a usufruir de um mínimo de qualidade de vida, que os seus impostos e contribuições justificam.

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4 comentários:

Anónimo disse...

Totalmente de acordo com o exposto.
Isto é mais do mesmo .
Liderança paroquial e autocratica do sr carreira... falta um 25 de Abril em Cascais.

Anónimo disse...

Afinal , apesar dos milhoes gastos com a propaganda do mobicascais, a mobilidade no concelho vale zero... zero é tambem a nota do sr carrreira na falta de liderança do concelho ... se tivesse vergonha já se tinha demitido.

Anónimo disse...

Depois de enterrar as empresas do Sr. Sousa Cintra, agora está a enterrar o presente e e futuro de Cascais ... este individui devida emigrar para a Coreia do Norte .

Anónimo disse...

Este retrato fiel do que se passa nas estradas do concelho de Cascais, é o resultado de uma politica errada ,reiterada e persecutoria , levada a cabo pelo actual elenco governativo local de Cascais assente numa narrativa de fake news , tal como o MobbiCascais, cujo nome não passa disso mesmo.
A mobilidade sustentável , é precisamente o oposto do que se verifica nas estradas de Cascais , ou seja : reflecte a capacidade de dar resposta às necessidades da sociedade em deslocar-se livremente, aceder, comunicar, transformar e estebelecer relações sem sacrificar valores humanos e ecologicos hoje e no futuro .
Um dos aspectos igualmente mais relevantes desta politica falhada de mobilidade em Cascais, é a poluição sonora, e o não cumprir com a directiva comunitária 2003/10 CE, traduzida no decreto lei 182/2006 de 06 Setembro.
Aconselho que esta situação seja comunicada à tutela via Sr. Secretário de Estado das Autarquias Locais,Ministra do Ambiente, remetendo igualmente para o Parlamento Europeu, em função das não conformidades verificadas que lesam os municipes , a nivel de saude e qualidade de vida .

A BEM DE CASCAIS PELA QUALIDADE DE VIDA DOS MUNICIPES

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