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| 02 JANEIRO 2020 |
A maioria das situações problemáticas
apresenta-se numa fase inicial aos Cuidados de Saúde Primários. Cabe ao Médico
de Família fazer a avaliação inicial da situação clínica. O desempenho de um
Médico de Família implica um amplo conjunto de competências, direcionadas à
gestão de cuidados, à abordagem centrada na pessoa, à gestão de problemas
múltiplos de diferente natureza, quer agudos quer crónicos, à promoção de
saúde, à coordenação e integração de cuidados. Deve utilizar de forma eficiente
os recursos de saúde através da coordenação de cuidados com outros
profissionais e gerir a interface com outras especialidades.
Sendo a doença neoplásica tão relevante pela repercussão que tem na saúde e esperança de vida dos Portugueses, a abordagem em conjunto dos temas com ela relacionados pelos Oncologistas e Médicos de Família tem um impacto positivo na qualidade dos cuidados de prevenção, diagnóstico e terapêutica que prestamos em conjunto à população.
Quando se fala da influência de determinadas estratégias de coping e recuperação, tem-se apontado que um estilo proactivo está correlacionado com um período mais adequado de recuperação/tratamento e longevidade. O otimismo, definido como uma expectativa generalizada de que o que surgir futuramente será positivo, está associado com o uso de estratégias de coping adaptativas, ou focadas no problema (tais como procurar aconselhamento; decidir onde procurar cuidados), e ainda na promoção de um melhor bemestar psicológico e físico.
Sendo a doença neoplásica tão relevante pela repercussão que tem na saúde e esperança de vida dos Portugueses, a abordagem em conjunto dos temas com ela relacionados pelos Oncologistas e Médicos de Família tem um impacto positivo na qualidade dos cuidados de prevenção, diagnóstico e terapêutica que prestamos em conjunto à população.
Quando se fala da influência de determinadas estratégias de coping e recuperação, tem-se apontado que um estilo proactivo está correlacionado com um período mais adequado de recuperação/tratamento e longevidade. O otimismo, definido como uma expectativa generalizada de que o que surgir futuramente será positivo, está associado com o uso de estratégias de coping adaptativas, ou focadas no problema (tais como procurar aconselhamento; decidir onde procurar cuidados), e ainda na promoção de um melhor bemestar psicológico e físico.
Em doentes oncológicos sobre tratamento
dirigido, a adaptação à doença parece ser bastante favorecida pelo apoio
concomitante na sua rede de cuidados primários. A ansiedade e depressão são
perturbações presentes que interferem no grau de sofrimento e angústia,
comprometendo em muito a qualidade de vida e a capacidade de levar em diante o
seu tratamento.
Intervenções psicossociais multidisciplinares podem também modular as vias relacionadas com o stress, ensinando as pessoas a lidar/adaptar as suas respostas a este. Tanto os profissionais de saúde como os doentes devem ser capazes de assumir o prognóstico que a doença comporta e os possíveis caminhos, colocando o enfoque nas preferências do próprio doente e sua qualidade de vida. Os doentes e os clínicos podem expandir o espectro clínico de modo a abranger, com igual importância, questões psicológicas e morais subjacentes, contribuindo, deste modo, para reduzir o sofrimento psíquico associado à doença e seu tratamento.
A evidência atualmente disponível demonstra a capacidade de muitas das diferentes intervenções psicossociais poder melhorar as respostas ao stress e adversidade da experiência do cancro no sentido de melhorar a adaptação psicológica. É essencial que os cuidados de saúde se tornem mais flexíveis e capazes de corresponder às necessidades individuais de cada doente. Intervenções psicológicas eficazes e precoces podem melhorar a saúde mental, e, potencialmente, os resultados biológicos. Se assim for, há a possibilidade de haver impacto na sobrevivência de doentes oncológicos.
Intervenções psicossociais multidisciplinares podem também modular as vias relacionadas com o stress, ensinando as pessoas a lidar/adaptar as suas respostas a este. Tanto os profissionais de saúde como os doentes devem ser capazes de assumir o prognóstico que a doença comporta e os possíveis caminhos, colocando o enfoque nas preferências do próprio doente e sua qualidade de vida. Os doentes e os clínicos podem expandir o espectro clínico de modo a abranger, com igual importância, questões psicológicas e morais subjacentes, contribuindo, deste modo, para reduzir o sofrimento psíquico associado à doença e seu tratamento.
A evidência atualmente disponível demonstra a capacidade de muitas das diferentes intervenções psicossociais poder melhorar as respostas ao stress e adversidade da experiência do cancro no sentido de melhorar a adaptação psicológica. É essencial que os cuidados de saúde se tornem mais flexíveis e capazes de corresponder às necessidades individuais de cada doente. Intervenções psicológicas eficazes e precoces podem melhorar a saúde mental, e, potencialmente, os resultados biológicos. Se assim for, há a possibilidade de haver impacto na sobrevivência de doentes oncológicos.
*Médico interno de Medicina Geral e Familiar ACES Cascais (USF Alcais)



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