O ministro da Saúde esteve em Cascais (numa reunião
partidária!) para anunciar que, num futuro próximo, “mais de 20 mil residentes
no concelho vão passar a ter médico de família”. E acrescentou que, “mais
importante que tratar dos nossos doentes, é fazer com que os nossos cidadãos
não fiquem doentes”.
Parece assim que as intenções governamentais são a de se
focar nos “não doentes”, talvez impostos por decreto. A esperança é que mais
médicos de família produzam mais “não doentes”, fazendo com que, dentro de
algum tempo, sejamos uma sociedade 100% saudável.
Deve ser por isso que a Câmara de Cascais espera, há oito
meses, uma resposta do Governo necessária à aquisição de camas nas unidades de
saúde de cuidados continuados do concelho.
Pelos vistos, há equipamentos já
instalados, prontos a converter camas já existentes em camas para a rede
pública, sem encargos para o Orçamento do Estado e criando centenas de postos
de trabalho. Só falta assinar os despachos já preparados!
Mas, para este Governo, tratar de doentes é menos prioritário
que anunciar ao pessoal do seu partido que estamos a caminho de um paraíso sem
doentes. Quanto a mim, o melhor é mandar este Governo ao médico!
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