Moradores de edifício na Rebelva passaram Consoada às escuras ou à luz de velas

SEGURANÇA

EDIFÍCIO na Rebelva em que moradores passaram noite de Natal às escuras
26 dezembro 2020

V
árias famílias a habitarem um bloco de apartamentos na Rebelva passaram a noite da Consoada, umas às escuras, outras à luz de velas, devido a uma fuga de água detetada na coluna central do edifício, que atingiu as condutas de eletricidade.

Os moradores, muitos deles com forno e placa e esquentador elétricos, para além de géneros guardados em frigoríficos e arcas, estiveram cerca de 48 horas sem energia e só, este sábado, pelos seus próprios meios, conseguiram ultrapassar a situação, depois de, sem sucesso, terem procurado contatar a empresa encarregue da administração do condomínio.

Em declarações a Cascais24, uma moradora, Ana Araújo, contou que no dia 24, véspera do dia de Natal, pelas 13h00 “foi detetado um vazamento de água em um dos andares, na coluna central do prédio” da torre B da rua do Tejo, 122, na Rebelva.

A água acabou por infiltrar-se dentro das condutas de eletricidade, fazendo estoirar as respetivas caixas.

“Foi rapidamente chamado o piquete da Águas de Cascais, que demorou cerca de 6 horas a intervir”, recordou a mesma moradora, segundo a qual simultaneamente foi alertada a EDP, que cortou a eletricidade para evitar acidentes que poderiam ser bastante graves”.

O pessoal do piquete da EDP informou, então, os moradores de que a energia só podia ser restabelecida depois de “estar tudo seco”. 

Sem energia, os moradores afetados tiveram que recorrer às velas para passarem a noite de Consoada.

Incontatável

A administração do condomínio do edifício está entregue à empresa “Adi Urbis”, que os moradores tentaram, sem sucesso, contatar para os ajudar a resolver o grave problema.

“Começámos todos a ligar para o telemóvel da empresa gestora do condomínio do prédio e nunca atenderam”, revela, indignada, Ana Araújo. 

NOTA afixada no edifício, com contato da empresa mas ninguém atendeu

“Por acaso, fui verificar se tinham página no Facebook e lá deixei um comentário para atenderem o telefone, indicando que a situação era séria, mas não responderam, e ainda me bloquearam”, lamenta, revoltada, acrescentando que “também foram enviados emails, que não obtiveram resposta”.

Cascais24 também procurou, mas sem sucesso, contatar este sábado alguém responsável por aquela empresa, mas ninguém atendeu o telemóvel- único meio de contato mais urgente que os moradores dispõem de acordo com uma nota afixada no edifício.

“A nossa indignação e revolta é termos uma empresa que deveria estar à frente da situação, a resolver o problema e que ignorou tudo e todos”, lamentou outro morador.

Organizados

Entregues a si próprios, os moradores afetados tiveram que organizar-se por forma a ultrapassar o problema.

Os condóminos reuniram-se este sábado e, com o auxílio de secadores de cabelo, lançaram uma “operação” de secagem às húmidas caixas elétricas de todos os pisos.

Entretanto, chamaram um eletricista credenciado. 

ENTREGUES a si próprios moradores tiveram que organizar-se

Pedro Esteves, morador no edifício, confirmou que foi da sua iniciativa, “com o consenso de todos os residentes, contratar um eletricista certificado”.

Com as caixas afetadas completamente secas, foi constatado “existir toda a segurança para que a energia fosse religada”, o que veio a acontecer.

No entanto, os moradores não vão esquecer facilmente o autêntico caos em que viveram esta quadra natalícia e, entre eles, há mesmo quem questiona agora para que servem as empresas de condomínios, “um negócio que veio a tornar-se nos últimos anos altamente lucrativo”.



 


2 comentários:

Da Serra disse...

Se alguém conhecer alguma empresa gestora de condomínios, que não se limite a receber a mensalidade, diga-sem...
Estou a falar em Cascais.

maria disse...

Charib da Parede - são espetaculares! O senhor Eduardo está sempre disponível.

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