NEGÓCIOS
Trabalhar de casa é a realidade de milhares de pessoas
ao redor do mundo. Porém, o modelo home office também apresenta desafios, com
novas necessidades dos profissionais.
Era início do mês de março quando o governo português confirmou o primeiro caso de coronavírus no país. A partir daí, adaptações foram implementadas nos mais diversos segmentos, sendo o campo do trabalho um deles.
Para muitas
empresas, a forma de continuar em operação durante a pandemia foi o trabalho à
distância, o home office. Entretanto, esse
formato apresentou novas necessidades dos profissionais, que vão do espaço
físico à saúde mental.
Discussões sobre
o home office já estão a acontecer em muitos negócios, que percebem vantagens e
desvantagens em continuar a trabalhar com equipas distantes geograficamente. Conhecer as novas necessidades dos
profissionais pode ajudar a construir um ambiente mais agradável para todos.
Um espaço em casa para o trabalho
Assim que o
isolamento social foi implementado nas cidades portuguesas, os profissionais
sentiram dificuldade em encontrar um espaço em casa, adequadamente equipado,
para realizar as suas tarefas da rotina de trabalho.
Como tal, a procura por móveis e eletrodomésticos
relacionados ao ambiente profissional teve um aumento considerável. Catálogos
como o da Leroy Merlin produtos tiveram picos de acesso,
uma vez que o consumidor queria encontrar boas soluções em mobiliário, tanto em
qualidade como em valor.
Na Leroy Merlin,
um aquecedor móvel, que teve uma procura maior com a chegada do inverno, tem o
preço de 29,99€ no modelo da DeLonghi. Já na loja Mafricentro, um aquecedor da
Frama fica a 19,99€. Ou seja, com uma
boa pesquisa é possível encontrar um eletrodoméstico ou móvel que se adeque às
suas necessidades.
Não é por acaso
que sites como Kimbino, referência na divulgação de folhetos de lojas em
Portugal, conquistou centenas de novos seguidores nos últimos meses. Na
plataforma, as pessoas conseguem pesquisar
preços e definir que marca oferece as melhores condições.
Essa necessidade
de ter um espaço em casa para trabalhar também impactou positivamente a
economia, já que a busca por novos produtos manteve o comércio ativo. Afinal,
se as pessoas estão a comprar, a economia da região é beneficiada.
No entanto, o espaço foi apenas o primeiro desafio enfrentado
pelos profissionais que migraram para o home office.
Novas estratégias de produtividade
O segundo
desafio encontrado pelos profissionais, que até então estavam habituados a sair
de casa para realizar uma atividade, foi a queda na produtividade. Fora do ambiente de trabalho, manter o foco
parece ser, por vezes, uma tarefa impossível.
Nesse sentido,
especialistas em produtividade ganham espaço no mercado, mostrando por meio de
vídeos e tutoriais como uma pessoa pode aproveitar melhor o tempo disponível
para realizar as funções necessárias.
Além disso, muitas empresas estão a esforçar-se para
criar um ambiente de motivação, mesmo que de forma virtual, para que os
profissionais contratados sintam que, apesar da distância, há uma união em prol
de um objetivo.
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| (Imagem Freepik) |
Com o aumento do
número de casos de depressão associados ao isolamento social (incluindo o crescimento nas vendas de remédios para ansiedade
e depressão), esse tipo de ação motivacional é fundamental para a manutenção da
saúde mental.
Home office crescendo no mundo
Em uma pandemia
de proporções globais, com todas as nações a passar pelos mesmos problemas, o crescimento do home office também foi
distribuído em diferentes partes do mundo.
Se por um lado
esse novo formato apresenta alguns desafios específicos, também traz
oportunidades únicas. Para algumas empresas, o home office surgiu como uma
estratégia de crescimento, ao eliminar as barreiras geográficas de outros
países.
De facto, na
maioria dos países, as empresas que estão a operar de forma presencial são
aquelas que dependem desse formato para a produção ou aquelas que realizam uma
tarefa vital. Para as outras, o home office está a ser estudado de perto.
O futuro do modelo de trabalho home office
Com o início da
aplicação de vacinas contra a Covid-19, muitas
empresas começaram a preparar-se para um retorno parcial das suas atividades
presenciais, principalmente aquelas que não realizam um trabalho essencial
e que foram obrigadas a operar em regime home office.
Entretanto, em
meados de janeiro, o governo de Portugal decretou uma nova quarentena, com o
objetivo de conter o avanço dos casos de coronavírus. Essa quarentena foi
prorrogada, o que significa que ainda não há uma previsão realista para voltar
à “normalidade”.
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| (Imagem Freepik) |
Devido a essas
incertezas, a tendência é que o modelo
de trabalho home office ainda perdure por um bom tempo – tendência
replicada em diversos países ao redor do mundo.
E ainda que a
vacina esteja a ser aplicada, para muitas empresas o home office será adotado
como formato oficial. Resta aos
profissionais se adaptarem a essa realidade de trabalhar sem sair de casa.





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