Home office e as novas necessidades dos profissionais

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 (Imagem Freepik)                                                                                                                                     

15 fevereiro 2021| 17h45

Trabalhar de casa é a realidade de milhares de pessoas ao redor do mundo. Porém, o modelo home office também apresenta desafios, com novas necessidades dos profissionais.

Era início do mês de março quando o governo português confirmou o primeiro caso de coronavírus no país. A partir daí, adaptações foram implementadas nos mais diversos segmentos, sendo o campo do trabalho um deles.

Para muitas empresas, a forma de continuar em operação durante a pandemia foi o trabalho à distância, o home office. Entretanto, esse formato apresentou novas necessidades dos profissionais, que vão do espaço físico à saúde mental.

Discussões sobre o home office já estão a acontecer em muitos negócios, que percebem vantagens e desvantagens em continuar a trabalhar com equipas distantes geograficamente. Conhecer as novas necessidades dos profissionais pode ajudar a construir um ambiente mais agradável para todos.

Um espaço em casa para o trabalho

Assim que o isolamento social foi implementado nas cidades portuguesas, os profissionais sentiram dificuldade em encontrar um espaço em casa, adequadamente equipado, para realizar as suas tarefas da rotina de trabalho.

Como tal, a procura por móveis e eletrodomésticos relacionados ao ambiente profissional teve um aumento considerável. Catálogos como o da Leroy Merlin produtos tiveram picos de acesso, uma vez que o consumidor queria encontrar boas soluções em mobiliário, tanto em qualidade como em valor.

Na Leroy Merlin, um aquecedor móvel, que teve uma procura maior com a chegada do inverno, tem o preço de 29,99€ no modelo da DeLonghi. Já na loja Mafricentro, um aquecedor da Frama fica a 19,99€. Ou seja, com uma boa pesquisa é possível encontrar um eletrodoméstico ou móvel que se adeque às suas necessidades.

Não é por acaso que sites como Kimbino, referência na divulgação de folhetos de lojas em Portugal, conquistou centenas de novos seguidores nos últimos meses. Na plataforma, as pessoas conseguem pesquisar preços e definir que marca oferece as melhores condições.

Essa necessidade de ter um espaço em casa para trabalhar também impactou positivamente a economia, já que a busca por novos produtos manteve o comércio ativo. Afinal, se as pessoas estão a comprar, a economia da região é beneficiada.

No entanto, o espaço foi apenas o primeiro desafio enfrentado pelos profissionais que migraram para o home office.

Novas estratégias de produtividade

O segundo desafio encontrado pelos profissionais, que até então estavam habituados a sair de casa para realizar uma atividade, foi a queda na produtividade. Fora do ambiente de trabalho, manter o foco parece ser, por vezes, uma tarefa impossível.

Nesse sentido, especialistas em produtividade ganham espaço no mercado, mostrando por meio de vídeos e tutoriais como uma pessoa pode aproveitar melhor o tempo disponível para realizar as funções necessárias.

Além disso, muitas empresas estão a esforçar-se para criar um ambiente de motivação, mesmo que de forma virtual, para que os profissionais contratados sintam que, apesar da distância, há uma união em prol de um objetivo.

(Imagem Freepik)                                                                                                                                     

Com o aumento do número de casos de depressão associados ao isolamento social (incluindo o  crescimento nas vendas de remédios para ansiedade e depressão), esse tipo de ação motivacional é fundamental para a manutenção da saúde mental.

Home office crescendo no mundo

Em uma pandemia de proporções globais, com todas as nações a passar pelos mesmos problemas, o crescimento do home office também foi distribuído em diferentes partes do mundo.

Se por um lado esse novo formato apresenta alguns desafios específicos, também traz oportunidades únicas. Para algumas empresas, o home office surgiu como uma estratégia de crescimento, ao eliminar as barreiras geográficas de outros países.

De facto, na maioria dos países, as empresas que estão a operar de forma presencial são aquelas que dependem desse formato para a produção ou aquelas que realizam uma tarefa vital. Para as outras, o home office está a ser estudado de perto.

O futuro do modelo de trabalho home office

Com o início da aplicação de vacinas contra a Covid-19, muitas empresas começaram a preparar-se para um retorno parcial das suas atividades presenciais, principalmente aquelas que não realizam um trabalho essencial e que foram obrigadas a operar em regime home office.

Entretanto, em meados de janeiro, o governo de Portugal decretou uma nova quarentena, com o objetivo de conter o avanço dos casos de coronavírus. Essa quarentena foi prorrogada, o que significa que ainda não há uma previsão realista para voltar à “normalidade”.

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Devido a essas incertezas, a tendência é que o modelo de trabalho home office ainda perdure por um bom tempo – tendência replicada em diversos países ao redor do mundo.

E ainda que a vacina esteja a ser aplicada, para muitas empresas o home office será adotado como formato oficial. Resta aos profissionais se adaptarem a essa realidade de trabalhar sem sair de casa.




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