Gangue de Cascais é suspeito de lançar carro para falésia em Azenhas do Mar

INVESTIGAÇÃO

VEÍCULO lançado pela falésia em Azenhas do Mar há dois meses 
10 abril 2021 | 21h19
Há fortes suspeitas de que um veículo, Renault Megane, branco, encontrado há dois meses em Azenhas do Mar (Sintra) completamente destruído, foi lançado para uma falésia por membros de um gangue de Cascais, apurou
Cascais24.

O aparecimento do veículo, pelas 6h00 da manhã do dia 18 de fevereiro último, pode estar associado à criminalidade violenta e organizada, desenvolvida por um dos quatro gangues de bairro em atividade no concelho de Cascais.

Alegadamente roubado para o cometimento de ilícitos criminais, o veículo terá mesmo, horas antes de ser encontrado completamente destruído na falésia, chegado a ser alvo de perseguição por parte das autoridades na região de Cascais.

O alerta para a presença do veículo, em Azenhas do Mar, foi dado naquele dia pelas 5h55, através do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Lisboa.

A informação indicava que uma viatura ligeira tinha caído numa falésia em Azenhas do Mar, na freguesia de Colares, no concelho de Sintra. 

No seguimento do alerta, o Comando Local da Polícia Marítima de Cascais fez deslocar uma patrulha ao local, tendo constatado que não havia vítimas.

Na oportunidade, foram chamadas a PSP e a PJ e os trabalhos de remoção do veículo duraram cerca de 5 horas.

Suspeitas

As autoridades policiais não descartam que o lançamento do veículo para a falésia tenha a assinatura de um dos gangues de bairro ativos na região de Cascais.

Tratar-se-á de um gangue envolvido em assaltos, roubos e, alegadamente, homicídios na forma tentada, quer com recurso a armas brancas, quer de fogo.

Segundo Cascais24 apurou, há forte probabilidade de que tenham sido alguns membros de este gangue que, a 27 de maio do ano passado, lançaram o pânico em Cascais ao tomarem de assalto uma loja na rua Direita, a escassos metros do hotel Albatroz, onde o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, jantava com familiares.

ATAQUE à loja na rua Direita
O ataque à loja e a consequente intervenção da PSP culminou em cinco feridos, entre os quais o comerciante, três polícias e um dos suspeitos então capturados. 

A perigosidade dos membros de este gangue ficou patente quando, enquanto fugiam em direção à praia da Duquesa, outros optaram por fugir na direção da baía e junto da Messe da Capitania do Porto de Cascais neutralizaram um agente da PSP isolado com um golpe de “mata leão".

Os ilícitos de este gangue têm sido desenvolvidos desde o ano passado e estão sob investigação em inquéritos dirigidos pelo Ministério Público (MP) de Cascais. 

PJ investiga alguns dos membros do gangue envolvido nos incidentes em Cascais

Em regra, furtam ou roubam, pelo método de carjacking, veículos e motos que depois utilizam na prática das operações criminosas.

Um dos alvos terá sido mesmo um inspetor da Polícia Judiciária (PJ), que conseguiu abortar a tentativa de carjacking e escapar ileso.

Aguarda-se, para breve, o desenrolar das investigações.



 

 

 

 


3 comentários:

Cidadão honesto disse...

Só ha gangs porque as autoridades o permitem. Se sabem quantos gangs existem, também sabem quem são e de onde são. Deixem-se de tretas e lidem com as pessoas de acordo com o que elas são: pessoas boas e pessoas más. Nao se deixem lubidriar com as desculpas como "minorias" "racismo" e "xenofobia". A democracia é a vontade da maioria, e não o contrário.

Da Serra disse...

Assino por baixo!

Ruix disse...

Matar os animais não, coitadinhos!

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