FOTOJORNALISTA CASCALENSE Marques Valentim expõe em Albufeira “E Depois do Adeus – Fotografias com História” do pós 25 de abril

CULTURA

MARQUES Valentim mostra em Albufeira imagens com história pós 25 de abril (Créditos: DR)


03 abril 2022 | 17h39
O conhecido fotojornalista Marques Valentim, nascido em Cascais a 1 de agosto de 1949, é o autor da mostra fotográfica “E Depois do Adeus”, inaugurada esta sexta-feira e patente ao público até ao próximo dia 29 na Galeria de Arte Pintor Samora Barros, em Albufeira, no Algarve.

A inauguração foi presidida pelo vice-presidente do executivo camarário de Albufeira, Cristiano José Cabrita, e contou com a presença do fotojornalista que, na oportunidade, salientou que “esta exposição não é só para ver, mas também para ler”, aludindo ao facto de cada trabalho exposto contar com a narrativa do seu momento histórico, como é o caso do Capitão de Abril Salgueiro Maia. 

SALGUEIRO Maia, Capitão de Abril, é um das 50 fotos com história que Marques Valentim expõe em Albufeira (Crédito: MARQUES VALENTIM)

Reconhecido pelos seus excelentes trabalhos de imagem, na sua maioria captados enquanto ao serviço dos grandes órgãos de Comunicação Social por onde passou ao longo de uma brilhante carreira, Marques Valentim, em declarações a Cascais24h, afirmou “ter sido um privilégio o convite do município de Albufeira para mostrar os seus trabalhos no ano em que esta cidade algarvia integra o programa oficial das comemorações dos 50 anos do 25 de abril”.

No entanto, segundo Cascais24h apurou, esta exposição poderá ser vista e lida até 2026 - ano em que terminam oficialmente as comemorações do 25 de abril de 74-  em outros municípios do País, que serão revelados em breve.

INVEJÁVEL currículo profissional

Marques Valentim é detentor de um invejável currículo profissional.

Fez a sua comissão de serviço militar obrigatório em Moçambique, como furriel miliciano fotocine, após ter tirado em Lisboa o curso de Fotografia e Cinema, nos Serviços Cartográficos do Exército. Neste território africano, permaneceu durante 26 meses (1972/74) percorrendo-o de Norte a Sul , em serviço de reportagem fotográfica. De regresso a Portugal e logo após o 25 de Abril de 1974, surge no fotojornalismo, iniciando o seu trabalho na Agência Europeia de Imprensa (A. E. I. – Notícias) onde cobre os principais acontecimentos que se deram no nosso País entre Setembro de 1974 e Agosto de 1975. A 1 de Setembro desse mesmo ano, iniciou oficialmente, a sua carreira de fotojornalista no diário “A Luta” no qual permaneceu até à sua extinção, em Janeiro de 1979.

Fez parte da equipa que lançou o “Correio da Manhã” – de 15 de Março de 79 a 15 de Setembro de 1979. Em Outubro de 1979 entrou para o “Portugal Hoje”, onde permaneceu até ao fim deste matutino (Julho de 1982). Em 1982, fez parte do grupo de jornalistas fundadores do Semanário Desportivo “Off-Side”, tendo, em 1983, recebido em serviço deste jornal o prémio Gandula (Revelação) de Wilson Brasil. Deixa, o “Off-Side”, para entrar, em Outubro de 1983, na delegação de Lisboa do jornal “Comércio do Porto” onde esteve até Fevereiro de 1986. 

PROFISSIONAL com invejável currículo, Marques Valentim trabalhou nos principais grandes órgãos de Comunicação Social portugueses

Em Março de 86 regressa aos quadros do “Correio da Manhã” onde desempenhou os cargos de repórter-fotográfico, subcoordenador, tendo sido nomeado em Janeiro de 2002 Editor Fotográfico, função que desempenhou até 31 de Outubro de 2002. Foi como fotojornalista do “Correio da Manhã” que Marques Valentim, realizou vários trabalhos de tauromaquia, tema que o levou a realizar diversas exposições. Em 2001, recebeu uma menção honrosa, da revista “Visão”, relacionada com o prestigiado concurso de fotojornalismo “Visão”, cuja foto premiada era sobre esta temática. Em 2001 é também autor do cartaz da Feira Taurina de San Juan, em Badajoz. Colabora, atualmente, como free-lancer, no Jornal “Bombeiros de Portugal “, na revista “Segurança e Defesa“ , e outras. Em Dezembro de 2003, foi coautor com Andrade Guerra e Isabel Trindade, do livro “Combatentes do Ultramar” e colaborou também, em 2005, no livro “A Dor da Nação” de Andrade Guerra. Das mais de 50 exposições de fotografia que já realizou destacamos a primeira, realizada em Lisboa, no ano de 1994, intitulada “Tauromaquia”.




 

 

 

 

 

 


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