COVID19. Autoridade de Saúde de Cascais não fala com jornalistas

EDITORIAL

19 MARÇO 2020


Esta quinta-feira, à tarde, depois de vários contatos telefónicos, sem sucesso, Cascais24 lá conseguiu ser, finalmente, atendido, pelo secretariado da Autoridade de Saúde de Cascais!

Solicitou falar com a Delegada de Saúde Coordenadora, drª Ana Paula Sousa Uva.

“Só um momento”, pediu a senhora que nos atendeu do secretariado.

A resposta não demorou a chegar: “A doutora informa que não está autorizada a prestar declarações”.

E, PONTO!

“Mas, a doutora nem sabe qual é o assunto….” (no caso a informação de que o hotel Saboia estaria de quarentena).

“Lamento, mas não posso fazer nada”, retorquiu a fonte do secretariado da Autoridade de Saúde de Cascais.

Já na semana passada, Cascais24 tinha procurado, por várias vezes e, inclusivamente, enviado um email à Delegada Coordenadora de Saúde de Cascais, questionando não só sobre o ponto da situação do Covid19 no concelho, como, também, relativa ao risco dos utentes nos autocarros da Scotturb, antes de, no entretanto, serem tomadas algumas medidas. Não obtivemos resposta em tempo útil, mas desta feita, no final de várias tentativas, lá conseguimos falar diretamente com a doutora Ana Paula Sousa Uva.

Atenciosa, escusou-se a prestar quaisquer informações, remetendo-nos para a Direção-Geral da Saúde, da qual também ainda hoje aguardamos resposta.

Não temos dúvidas de que de que a senhora Delegada Coordenadora de Saúde de Cascais está a cumprir escrupulosamente ordens superiores!

Numa altura em que o País entra em estado de emergência e, até antes dele, a pandemia Covid19 constituir uma séria e grave ameaça à saúde pública e, segundo dados a que Cascais24 teve acesso, há previsões de que o número de infetados em Portugal possa chegar aos cerca de 70 mil até final de este mês de março, é lamentável que as autoridades de saúde não falem com a Comunicação Social, exceção feita às Conferências de Imprensa diárias da DGS e do Ministério da Saúde, de resto e, alegadamente, concertadas, que até anunciam mortes com um atraso de 48 horas!

Sem pretendermos ser alarmistas, tudo indicia de que os responsáveis pela saúde pública portugueses, seguindo ou não orientações governamentais, continuam a “esconder” a verdade e apenas a revelar aquilo que lhes interessa, alegadamente em nome da contenção e numa desesperada tentativa de impedir alarmismos sociais.

Os portugueses têm direito à verdade! Têm direito de ser informados com VERDADE E RIGOR!

Não é proibindo Autoridades de Saúde locais de prestar declarações à Comunicação Social que os portugueses deixam de ter INFORMAÇÃO a que têm pleno DIREITO e não é procurando esconder factos que os órgãos de Comunicação Social deixam de cumprir com a sua nobre missão de INFORMAR!

Em Cascais, valha-nos, por um lado a transparência e a oportunidade com que a autarquia tem procurado divulgar as medidas para prevenir e conter a pandemia no concelho e, por outro, as fontes que falam em OFF! Não tenhamos dúvidas de que sem elas, muita informação ficaria escondida e por divulgar!

Mas, apesar de todos os condicionalismos, Cascais24 continuará a fazer jornalismo com a missão única de informar e manter informados os seus milhares de leitores, sobretudo em Cascais, como, também, nos 4 cantos do Mundo!

Reflitam nisto!

*Diretor 
(Jornalista CPJ nº. 376A)

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1 comentário:

Unknown disse...

A falta de informação gera correntes de falsas notícias, remédios e procedimentos perigosos.Concordo que é necessário coordenar informação ao público,mas nunca veda-lo ou emiti-lo.As autoridades que têm coordenado a actuação perante esta crise,privilegia a informação, portanto é seguir o bom exemplo informando a situação na nossa proximidade

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