DIREITO DE RESPOSTA. “Moradores de edifício na Rebelva passaram Consoada às escuras ou à luz de velas”

DIREITO DE RESPOSTA

Ao abrigo da Lei de Imprensa n.º 2/99, de 13 de janeiro (Artigos 24.º, 25.º e   26.º), Cascais24 recebeu da empresa Ad Urbis, de A. Sousa & F. Cruz, Lda o pedido de Direito de Resposta à notícia com o titulo “Moradores de edifício na Rebelva passaram Consoada às escuras ou à luz de velas” publicada no passado dia 26 de dezembro de 2020, que aqui reproduzimos:

A Ad Urbis de A. Sousa & F. Cruz Ld.ª, ao abrigo dos artigos 24.º, 25.º e 26.º da Lei de Imprensa n.º 2/99, de 13 de janeiro, vem solicitar a V. Exª.s o direito de resposta ao artigo publicado pelo Senhor Valdemar Pinheiro no passado dia 26 de dezembro de 2020, no vosso jornal digital https://www.cascais24.pt/, intitulado “Moradores de edifício na Rebelva passam Consoada às escuras ou à luz de velas”.

A Ad Urbis é uma empresa que está no mercado há 17 anos, é certificada na norma Ret 03 Qualidade na Gestão de Condomínios APEGAC / Bureau Veritas e lamenta ver a sua reputação e bom nome posto em causa pela publicação das declarações de um morador, sem que aparentemente tenham sido apurados factos e, ao mesmo tempo, que tenham emitido no mesmo artigo juízos de valor extemporâneos sobre a atividade de administração profissional de condomínios, sem qualquer relação com a realidade.

Em primeiro lugar a Ad Urbis considera lamentável que não tenham sido seguidas as regras mais elementares que determinam, no mínimo, que se ouçam as duas partes da história.

Foi referido, por mais de uma vez, no artigo, que a administração estava incontactável, o que não corresponde à realidade. Em aviso afixado no edifício e enviado a todos os proprietários foi comunicado que os escritórios da administração estariam encerrados do dia 24 de dezembro ao dia 4 de janeiro, contudo todos os condóminos têm acesso a um número exclusivamente para intervenções fora das horas de expediente em https://www.adurbis.com/servicos/  que, até à data não teve qualquer contacto  do edifício, facto  da maior relevância, que foi omitido na reportagem.

Devemos ainda acrescentar que, em primeira análise, as entidades com competência para intervir na situação descrita são, como foram, as Águas de Cascais e a EDP, devidamente contactados pelos proprietários.

A ocorrência relatada, que lamentamos, está diretamente relacionada com a necessidade de uma reparação estrutural diagnosticada por técnicos qualificados, proposta pela Administração em fevereiro de 2020, em Assembleia Geral e que foi alvo de explicação detalhada para os condóminos tomarem bom conhecimento da situação, por técnico qualificado (engº civil) e submetida a situação para decisão, a ser tomada pelos proprietários.

Quanto ao citado questionamento sobre a utilidade das Empresas de Administração de Condomínios, seguramente que não será de forma alguma substituir as entidades que devem prestar cuidados de emergência, como a Proteção Civil, os Bombeiros as Autoridades Policiais, ou os provedores de utilidades como a água, o gás ou a energia, ao contrário do que é sugerido no artigo.

Na generalidade as empresas que tem como atividade a gestão e administração de condomínios, têm as suas funções e responsabilidades devidamente estabelecidas pelo Código Civil e os honorários praticados no mercado, mal garantem a sustentabilidade das empresas, ao contrário do que é afirmado no artigo em causa.

Naturalmente que, nos Condomínios a Administração é um órgão que dá execução às deliberações dos proprietários, sobre a conservação, manutenção ou mesmo reabilitação do edifício, gerindo os recursos disponibilizados e aprovados pelos condóminos.

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NOTA: Segue este conteúdo para conhecimento da ERC, em Cc neste email.

Com os melhores cumprimentos,

Ana de Sousa



Cascais24, como órgão de Comunicação Social, deu voz aos moradores que o contataram indignados. E, ao contrário do que a empresa Ad Urbis afirma neste Direito de Resposta, invocando a Lei de Imprensa, Cascais24 informa que também cumpriu a Lei! No dia 26 de dezembro 2020, antes da publicação e como é referido no texto da noticia então publicada procurou, sem sucesso, contatar a empresa através do telemóvel 96.503.68.86, que tocou, tocou e...tocou, sem que alguém atendesse do outro lado! A chamada está registada! A empresa Ad Urbis não tem, assim, razão para considerar "lamentável que não tenham sido seguidas as regras mais elementares que determinam, no mínimo, que se ouçam as duas partes da história". Sem mais comentários.

Valdemar Pinheiro

(Diretor/ Jornalista CPJ 376A)





 


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