VELA. Equipa britânica no seu melhor na batalha de meio de época em Cascais

Desporto

Team Portugal em ação na Baía de Cascais (Foto Lloyd Images)
Especial
05/07/2018

Ao terminar com umas impressionantes cinco presenças no pódio nas oito corridas do dia, os britânicos mostraram que não vieram para brincar no Act 4 das Extreme Sailing Series, que está a decorrer em Cascais. Bom vento e mão chão criaram as condições perfeitas para os barcos levantarem vôo e para a equipa da INEOS Rebels UK navegarem a grande velocidade, terminando o dia no terceiro lugar. 

No entanto, foi sem surpresa que os suíços terminam o primeiro dia no primeiro lugar. Arnaud Psarofaghis comandou a sua equipa do Alinghi à vitória, após voarem até ao primeiro lugar em quatro corridas e só com uma presença fora do pódio nas restantes. 

Com condições tão inconstantes como desafiantes, com grandes rajadas a empurrarem os barcos pela baía de Cascais, este dia foi um baptismo de fogo para o Team Portugal. A estreante equipa composta maioritariamente por jovens velejadores das áreas de Lisboa e Algarve nunca tinham competido nos GC32. Tendo como mentor o profissional Luís Brito e reforçada por Adam Piggott, com experiência nas Series, a equipa encarou a difícil prova com determinação, terminando com 51 pontos.


Luís Brito (Foto Lloyd Images)
“Uma vez que não havia velejadores portugueses com experiência disponíveis, a ideia seguinte foi juntar velejadores jovens que, esperemos, mais tarde continuem neste tipo de barcos com foils, barcos que voam. Juntamos um velejador do Algarve e dois de Cascais, com o objetivo de lhes dar conhecimento e know-hom para continuar a navegar neste tipo de embarcações. Cascais é a capital da vela portuguesa e estarmos aqui a representar o país na Extreme Sailing Series é uma responsabilidade muito grande. É um enorme prazer para todos, nomeadamente para os mais jovens que estão ansiosos, que têm alguma expectativa em termos de resultado e é um desafio muito grande”, afirmou Luís Brito, antes de concordar com a ideia de ter uma equipa portuguesa a competir nas Series a tempo inteiro: “Seria uma excelente ideia, com uma condicionante na minha opinião: dentro de uma equipa mais profissional do que esta, manter jovens para podermos continuar o projeto. Vamos trabalhar para ter uma equipa, mas uma de continuidade, não pensar a um ano, mas a quatro, cinco anos.”

Esta sexta-feira, segundo dia de prova, o início está previsto para as 14 horas e com um aumento de vento. 

“Para nós, não facilita, porque mais vento implica manobras mais rápidas, implica estar mais desperto dentro do barco e as equipas com mais experiência vão tirar partido disso. Mas o nosso objetivo segue o mesmo: melhorar, melhorar, melhorar e vamos continuar a dar o nosso melhor e deixar alguns barcos atrás de nós em cada regata”, adiantou Luís Brito.

O Extreme Sailling Series termina no próximo domingo.

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