SUBSÍDIOS. Socialistas de Cascais foram dar “força” ao Teatro Experimental

Cultura

Por Redação

O encenador e diretor do Teatro Experimental de Cascais, Carlos Avillez, “em choque, frustrado e desiludido” com o facto de esta companhia, numa fase provisória, ter ficado de fora, ao fim de 52 anos de atividade, na atribuição de subsídios estatais, recebeu esta quinta-feira o apoio da uma delegação do PS de Cascais, liderada pela antiga ministra da Cultura e atual vereadora na autarquia, Gabriela Canavilhas.

O encontro, confirmou, a Cascais24, fonte do PS, estava agendado antes de, esta quinta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, anunciar um novo reforço de 2,2 milhões de euros na dotação do programa de apoio às artes, a nível nacional, que atinge agora 19,2 milhões de euros.

Crê-se que o Teatro Experimental de Cascais, inicialmente e numa fase provisória afastado, venha, afinal, a beneficiar de subsídios estatais.

A delegação socialista, constituída por Gabriela Canavilhas, Luís Miguel Reis e João Ruivo, aproveitou para inteirar-se dos problemas e dificuldades que o Teatro Experimental de Cascais enfrenta.

Em “choque”, “frustrado” e “desiludido” com o resultado provisório que excluía o Teatro Experimental de Cascais (TEC) do subsídio plurianual atribuído pelo Governo, o encenador e diretor Carlos Avillez tinha anunciado uma reunião urgente com o primeiro-ministro António Costa.

“Isto é inenarrável. Estou em estado de choque”, disse, então, Carlos Avilez à agência Lusa a propósito de o TEC ter ficado, pela primeira vez, em 52 anos, excluído dos subsídios plurianuais para o teatro.

Inconformado, Carlos Avilez adiantou que iria contestar a decisão. O TEC, à semelhança de outros teatros excluídos do subsídio têm 10 dias para contestar.

“Temos uma companhia com 52 anos, uma escola de teatro, com atores com carreira e que tem formado imensos jovens e castigam-nos desta forma?”, questionou Carlos Avillez que, sábado passado, comemorou 62 anos de carreira ao serviço das Artes em Portugal e, sobretudo, do Teatro Experimental de Cascais – uma referência fundamental na vida cultural portuguesa.

O TEC é apoiado complementarmente pela Câmara de Cascais, de diferentes formas, nomeadamente financeira", em que o município contribui com 150 mil euros, segundo revelou há dias Carlos Carreiras, presidente do executivo.

O Teatro Experimental de Cascais, autêntico viveiro de grandes atores portugueses, foi condecorado no dia Mundial do Teatro, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com o grau de membro honorário da Ordem de Mérito pelos seus 52 anos de atividade.

Bloco de Esquerda também está preocupado
Entretanto, o Bloco de Esquerda (BE) Cascais, em comunicado divulgado esta quarta-feira, afirma ver com “preocupação a retirada do subsídio que põe em causa a sobrevivência” do TEC, “cuja ação cultural é reconhecida como sendo de grande mérito, quer para a vida cultural do concelho quer do País”. 

“O TEC tem  52 anos de  atividade, estreou recentemente a sua 154.ª produção (no dia Mundial do Teatro-27 de março) e como reconhecimento do seu papel na cultura  foi agraciada pelo Presidente da República, com o grau de membro honorário da Ordem de Mérito”, adianta a nota divulgada pela Comissão Coordenadora Concelhia do BE de Cascais.
Ainda segundo o mesmo comunicado, “o Bloco de Esquerda, na Assembleia da República, questionou o governo sobre a insuficiência de meios financeiros para apoio às artes e vai levar à discussão um projeto de resolução que recomenda ao Governo o aumento das verbas para a cultura para valores equivalentes aos de 2009”.  
Finalmente, o Bloco de Esquerda Cascais afirma esperar que se “verifique uma reavaliação  do sistema de financiamento da cultura de forma que este e outros problemas sejam resolvidos de forma duradoura”. 

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1 comentário:

Anónimo disse...

Com todo o respeito pelo TEC , não só pela mais valia que representa para o concelho, mas também pelo lançamento de jovens actores nas artes de bem representar , existem outros que são péssimos actores politicos e de um oportunismo atroz, pensando que o povo anda a dormir, e que podem afirmar umas barbaridades à comunicação social ... todos vimos nas televisões , a Drª Assunção Cristas, e a recente aquisição para Cascais Sr. Pedro Mota Soares ( o tal que culpou os próprios serviços que geria da Segurança Social, do esquecimento das obrigações contributivas de um Ex-primeiro ministro ) , afirmarem-se indignados com o orçamento do governo para as Artes ... pois bem , se bem me lembro o governo PSD /CDS esteve no governo em 2011/2015 e o orçamento para as Artes erá sómente menos de metade dos 19,5 milhões anunciados para 2018 ... como será possivel virem criticar agora, o que não fizeram ou cortaram a eito sem qualquer critério ... será que o Pais já não possui divida externa e agora podemos tudo ? Seguramente que esta situação do TEC se há-de resolver até porque o presidente da autarquia, na perspectiva do Cascais Recua comprou um edificio em ruinas ( Cruzeiro do Monte Estoril ),e pretende fazer com o dinheiro dos contribuintes/ municipes a Academia das Artes ...

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