CASCAIS na rota de cibercrime transnacional que rendeu mais de 1 milhão em período crítico de Covid19

SEGURANÇA

JUDICIÁRIA lançou operação em articulação com o DIAP de Cascais

Por REDAÇÃO
30 março 2022 | 18h42

Cascais, Amadora, Loures e Lisboa, na Região Metropolitana da capital, Almada e Setúbal na Margem Sul e Espinho e Porto no Norte do País foram os concelhos nos quais a PJ, em articulação com a 3ª Secção do DIAP de Cascais, lançou uma vasta operação de combate ao cibercrime transnacional, que rendeu a um grupo organizado de portugueses e estrangeiros mais de 1 milhão e 300 mil euros.

A investigação à prática reiterada de crimes de burla informática, acesso ilegítimo, falsidade informática, falsificação de documentos, branqueamento e associação criminosa iniciou-se em meados de 2020.

Os inspetores da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T) da PJ lograram recolher provas que agora culminaram na operação “Selatis” com a detenção de 25 pessoas – 20 homens e 5 mulheres com idades entre os 20 e os 60 anos. Dez são portugueses e 15 estrangeiros.

modus operandi consistia no esquema fraudulento conhecido por “CEO Fraud”, caraterizado pelo acesso ilegítimo aos sistemas informáticos das empresas, logrando em momento posterior monitorizar e substituir-se na sua atividade comercial.

No comércio internacional, durante o período da pandemia da Covid19, aproveitando o facto de as relações comerciais ocorrerem por via digital, os agentes do crime lograram aceder, pelas mais diversas formas, nomeadamente através de malware, às caixas de correio eletrónico das empresas.

Substituindo-se às verdadeiras empresas, os suspeitos criaram vários endereços de correio eletrónico fraudulentos, alteraram dados de pagamento e induziram as vítimas a efetuar avultadas transferências monetárias, para contas bancárias por si controladas e que se destinavam ao branqueamento de capitais.

Paralelamente, os mesmos agentes do crime criaram “websites” que simulavam empresas existentes e que se dedicavam à comercialização de produtos de proteção individual, como seja luvas de látex, fatos de proteção, máscaras cirúrgicas e álcool-gel e após receberem o contacto das empresas interessadas, contactavam as mesmas por email ou telefone, fechando negócios com a condição da realização do pagamento antecipado.

As transferências bancárias ocorriam para “Contas Mulas” abertas para o efeito e as vítimas, na sua maioria estrangeiras, acabavam por nunca receber qualquer mercadoria.

No total, segundo a PJ, foram utilizadas cerca de 50 contas bancárias nacionais para o branqueamento de capitais, cujo prejuízo patrimonial apurado ascende a 1 milhão e 300 mil euros.




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