Carreiras reage a “ataque vil” de Rio que lhe chamou “incompetente” enquanto coordenador autárquico há 4 anos

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CARREIRAS e Rio estão de costas voltadas e em "guerra"
18 fevereiro 2021 |19h19
Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, e Rui Rio, líder do seu partido, PSD, estão de costas voltadas e, aparentemente, em “guerra” por divergências na condução do processo das próximas eleições autárquicas. 

Rio chamou Carreiras de “incompetente” - uma alusão, enquanto coordenador do PSD, ao desaire que o partido sofreu nas autárquicas de 2017, era então, ainda, líder Pedro Passos Coelho.

Critico assumido da estratégia de Rui Rio para as autárquicas de este ano, Carreiras não demorou a reagir e, esta quinta-feira, na sua página pessoal do Facebook, escreveu: “Agradeço a Rui Rio ter-me feito um ataque vil e pessoal, juntando-me a um outro ataque a um outro Presidente de Câmara que reputo de grande competência, Rui Moreira”.

No post, o autarca de Cascais afirma, em tom irónico, que “ataques vindos de Rui Rio não são cadastro, são enriquecimento de curriculum”.

ANTIGO coordenador autárquico do PSD diz que "o meu partido é acima de tudo: CASCAIS”.

Ainda segundo Carlos Carreiras, “significam também que Rui Rio chamou de incompetentes todos os responsáveis concelhios e distritais em funções nas últimas eleições autárquicas que, pelos estatutos do PSD, são os responsáveis pelas escolhas dos candidatos autárquicos do partido”.

Carreiras acusa, ainda, o líder do PSD de “demonstrar que lida mal com estatutos e prefere decisões arbitrárias por si assumidas”.

Finalmente, no post Carlos Carreiras assegura “deixar claro a Rui Rio que o meu partido é acima de tudo: CASCAIS”.

Já no artigo de opinião que assina semanalmente no Jornal I, Carlos Carreiras afirma que “a posição de Rio é nefasta (para o país) e derrotista (para o Partido)”. 

AUTARCA de Cascais diz que “a posição de Rio é nefasta (para o país) e derrotista (para o Partido)”

“Em vez de se propor adiar eleições, Rui Rio deveria centrar-se na apresentação de propostas que aumentem a participação eleitoral, por exemplo alargando os dias de votação, criando mais locais de voto, reforçando o voto antecipado e possibilitando o voto por correspondência – em especial para os que tiverem de cumprir confinamento”, diz Carlos Carreiras, segundo o qual “corrigir e melhorar os procedimentos com a experiência obtida nas últimas eleições presidenciais é prioritário”.

E, no artigo, concluí: “O PSD pode aspirar a ganhar as eleições autárquicas de 2021 se fizer o que tem de ser feito: unir. A bola está do lado de Rui Rio. Quanto a mim, e a qualquer outro dos autarcas sociais-democratas, qualquer que seja o caminho da direção, cá estarei em setembro ou dezembro para defender a aplicação da solução social democrata ao desenvolvimento do meu concelho e a bandeira do meu partido”.

O líder do PSD defende o adiamento das eleições por 60 dias e promete para o próximo dia 1 de março o início da homologação dos nomes das candidaturas.




 


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