PAN: Uma nova voz em Cascais

Autárquicas

 

Por FRANCISCO GUERREIRO



Há dois anos, quando iniciámos a implementação do PAN em Cascais, mesmo antes da eleição do deputado André Silva, ainda grassavam apontamentos (alguns bastante humorísticos) em torno da nossa denominação, muitas vezes circunscrita aos direitos dos animais, relativos às nossas políticas, focadas em causas de nicho, ou mesmo referentes ao espanto de existir um partido que vingava sem a normativa dicotomia esquerda/direita. 

E, durante estes anos de intenso trabalho, concretizámos vários objetivos com apenas um deputado. Em sede de Orçamento do Estado garantimos a substituição até 2019, para viaturas elétricas, de 1200 veículos do parque público e o reforço de mais 150 postos de abastecimento elétricos pelo país, garantimos a redução da taxa de IVA de 23% para 6% de vários produtos de apoio a pessoas com deficiência, conquistámos 1 milhão de euros para ajudar os municípios a construir ou a remodelar Centros de Recolha Oficiais de Animais (CROA) e garantimos, entre outras propostas, que fosse possível deduzir despesas médico veterinárias em sede de IRS. Pelo caminho aprovámos propostas e resoluções ligadas ao fecho da central nuclear de Almaraz e Santa Maria de Garoña, que determinam o fim do abate de animais nos CROA, que instituem a opção de uma ementa vegetariana em todas as cantinas públicas, que garantem que os animais deixam de ser coisas perante o código civil e iniciámos, inclusive, o debate em torno da urgência de Portugal possuir uma estratégia nacional para a agricultura biológica. 

E qual a relevância deste trabalho para Cascais, para a vida quotidiana dos Cascalenses? Todo na nossa perspetiva. Além do impacto direto destas medidas e num quadro de reforço da descentralização de competências para os municípios acreditamos que é possível, finalmente, implementar um novo paradigma político, social e económico no concelho. Apostar na crescente independência energética, ligada à transição para fontes 100% renováveis e locais, garantir que o concelho é pensado e projetado como um só, travando o urbanismo desenfreado, o aumento das taxas municipais e as zonas de parquímetros, concretizar a renaturalização de ribeiras e de espaços verdes urbanos, implementar um projeto piloto de um rendimento básico incondicional, construir um hospital público veterinário, garantir que os mais idosos fazem parte integrante do município, e que a cultura, tal como a educação e a saúde, são acessíveis a todos, é hoje uma realização concretizável.

Acreditamos que Cascais deve englobar um conjunto alargado de urgentes preocupações assentes nos impactos das alterações climáticas, na implementação de um novo paradigma socioeconomico que privilegie a comunidade, a família e o lazer, tal como as crescentes preocupações com o bem-estar e a proteção dos animais mas para isso há que participar no processo democrático e garantir que a 1 de Outubro reduzimos drasticamente a fasquia de 62% de abstenções.

Assim, mais do que oposição pretendemos ser uma alternativa para todos os Cascalenses.

PAN, a tua voz no município de Cascais. 

*Candidato à Câmara Municipal de Cascais

1 comentário:

Anónimo disse...

Caro amigo
Atencao que estamos actualmente numa ditadura em Cascais onde até elementos que frequentam a suposta casa da democracia sao detidos

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