SECUNDÁRIA DE CASCAIS. “Câmara quer investir mas tutela não deixa”, diz vereador Frederico Pinho de Almeida

Atual


Por Redação
14 fevereiro 2019

“Temo-nos disponibilizado para ajudar a resolver os problemas da Escola Secundária de Cascais, mas a competência das infraestruturas ainda é do Ministério da Educação, embora ainda em 2017 tenhamos substituído a cobertura em amianto do pavilhão desportivo”, afirmou, a Cascais24, o vereador com o pelouro da Educação no governo local de Cascais, Frederico Pinho de Almeida, segundo o qual “a Câmara quer investir, mas a tutela não deixa”.

Esta quarta-feira, inspetores da Autoridade para as Condições do Trabalho decidiram ordenar o encerramento de 7 salas, cinco das quais de aula, por terem sido registados elevados níveis de amianto naquela que é uma escola “provisória” há 44 anos, atualmente também é sede de Agrupamento e conta com 642 alunos, distribuídos por 26 turmas.

No mesmo espaço

Em declarações, esta quinta-feira, a Cascais24, Frederico Pinho de Almeida recordou que, dos 40 milhões que a Câmara de Cascais planeia investir nas escolas no concelho, 11 milhões destinam-se, exclusivamente, à construção da nova Escola Secundária de Cascais que, assegura o vereador, “fica a ocupar o mesmo espaço”, na avenida Pedro Álvares Cabral, no Bairro do Rosário.

Porém e conforme Cascais24 noticiou recentemente, o investimento está “parado”, devido à “relutância” do Ministério da Educação.

No entanto, Cascais24 sabe que até ao próximo dia 21 poderá haver novidades relacionadas com esta matéria. É, pelo menos, a promessa do diretor regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo, Francisco Neves, o qual prevê, ainda, para breve, a substituição do chão e da cobertura das 7 salas agora encerradas.

Qualidade do ar

Cascais24 apurou, ainda, que na próxima semana uma equipa do Instituto Ricardo Jorge deverá efetuar uma inspeção à qualidade do ar, quer interno, quer externo na Escola Secundária de Cascais.

Recorda-se que a degradação do estabelecimento de ensino e das coberturas de amianto têm vindo a ser denunciadas por pais, alunos e docentes da Secundária de Cascais. Também a Federação das Associações de Pais pediu em janeiro uma intervenção urgente, mas a diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, assegurou, então, que “o risco era mínimo”.

Já a líder do CDS/PP, Assunção Cristas, durante a visita que realizou a 21 de janeiro à Secundária de Cascais alertara para o estado de degradação do estabelecimento de ensino e condenara o “bloqueio” que o Ministério da Educação está a fazer ao planeado investimento municipal de 40 milhões de euros.

Entretanto, as turmas que utilizavam as cinco salas de aula encerradas serão acolhidos junto de outras turmas.

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