CAMPANHA. "Licença para...Amar" alerta em Cascais para a prevenção dos maus tratos na infância e juventude

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Por Redação

“Licença para…Amar”, é o mote dado à campanha de sensibilização que, neste mês de abril, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Cascais e a autarquia promovem para alertar para a prevenção dos maus tratos na infância e juventude.

Esta campanha que, em Cascais, arranca no dia 11 de abril, pelas 14h00, na Casa Histórias Paula Rego, contará com a presença de especialistas de várias áreas e, segundo o programa, o seu objetivo é “refletir sobre a importância da prevenção para a boa gestão das emoções, a promoção dos afetos, do bom trato e da comunicação eficaz e, consequentemente, a erradicação da violência”.

Branca Pires, do Projeto Recriar – Associação Jerónimo Usera, David Rodrigues - presidente da Pró Inclusão- Associação Nacional de Docentes de Educação Especial, Esmeralda Ferreira e Sónia Franco da Câmara Municipal de Cascais, são alguns dos convidados na sessão de abertura.

Ema Evangelista e José Ferreira, do Projeto Wave By Wave; Gabriela Moreira, do Agrupamento de Escolas Frei Gonçalo de Azevedo, Gonçalo Mello Breyner, Procurador do Tribunal de Família Menores de Cascais e Melanie Tavares, do Instituto de Apoio à Criança serão outros dos presentes na sessão moderada por Sofia Rodrigues.

Já no dia 28 de abril, às 9H00, terá lugar a “Caminhada do Laço Azul” no Paredão, com início na praia da Duquesa.



A CPCJ de Cascais apela à participação de todos e pede que apareçam trajando de azul, dado que o culminar da grande caminhada será a formação do Laço Azul Humano na plataforma do Tamariz.

Com estas iniciativas, a CPCJ de Cascais pretende “alertar para a prevenção dos maus tratos, e ao mesmo tempo promover nas famílias o exercício de uma parentalidade positiva, sem recurso à violência verbal ou física. Nenhuma criança deve ser vítima de qualquer forma de violência”.

Normalmente discreta e relativamente “fechada” aos mídia, a CPCJ de Cascais registava, há três anos, 1.069 processos, o que representava cerca de 1,5% nas 13 comissões existentes no distrito de Lisboa, o que a colocava em oitavo lugar no ranking da região metropolitana.

Considerado como um dos mais graves problemas de Saúde Pública pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pela sua dimensão e consequências, as CPCJ assumem um papel cada vez mais relevante na prevenção e na proteção dos direitos das crianças e jovens.



Sobre o Laço Azul


A campanha do Laço Azul iniciou-se em 1989, na Virgínia, EUA, quando a avó, Bonnie W. Finney, amarrou uma fita azul à antena do seu carro "para fazer com que as pessoas se questionassem". A história que Bonnie W. Finney contou aos elementos da comunidade referia-se aos maus-tratos que os seus netos sofriam, tendo inclusivamente sido a causa de morte de um deles.

E o azul surgiu por ser uma cor bonita. Bonnie Finney não queria esquecer os corpos batidos e cheios de nódoas negras dos seus dois netos. O azul servir-lhe-ia como um lembrete constante para a sua luta na proteção das crianças contra os maus tratos.


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