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| ( FOTOS REAL VILLA CASCAIS) |
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| 25 novembro 2019 |
As enxurradas da madrugada do dia 19 daquele mês e ano deixaram um impressionante rasto de destruição um pouco por todo o concelho, mas foi na baixa de Cascais que foram vividos os momentos mais angustiantes.
As
águas e lamas, que subiram mais de 2 metros, transformaram ruas e avenidas numa
espécie de Veneza, provocaram dois mortos e muitos milhares de contos em
estragos materiais em habitações, estabelecimentos e até no próprio quartel dos
Bombeiros, então instalado junto ao edifício dos Paços do Concelho.
Os Bombeiros de Cascais que, à época sofreram prejuízos de 20 mil contos em veículos e equipamentos, recordam na sua página oficial do Facebook a tragédia das cheias de 1983 em que mesmo com um quartel submerso, “os nossos Bombeiros não deixaram de acudir aos pedidos de ajuda que havia na baixa de Cascais”, com o apoio das corporações de Alcabideche, Estoril, Parede, Carcavelos e Oeiras.
Recorrendo a um texto publicado no livro dos 125 anos da corporação, os Bombeiros de Cascais lembram que “(...) na madrugada de 19 de Novembro de 1983 a sirene dos Bombeiros uivou bastante tempo até ao corte de energia eléctrica que se fez sentir, deixando Cascais completamente às escuras”.
Os Bombeiros de Cascais que, à época sofreram prejuízos de 20 mil contos em veículos e equipamentos, recordam na sua página oficial do Facebook a tragédia das cheias de 1983 em que mesmo com um quartel submerso, “os nossos Bombeiros não deixaram de acudir aos pedidos de ajuda que havia na baixa de Cascais”, com o apoio das corporações de Alcabideche, Estoril, Parede, Carcavelos e Oeiras.
Recorrendo a um texto publicado no livro dos 125 anos da corporação, os Bombeiros de Cascais lembram que “(...) na madrugada de 19 de Novembro de 1983 a sirene dos Bombeiros uivou bastante tempo até ao corte de energia eléctrica que se fez sentir, deixando Cascais completamente às escuras”.
“Nada
nem ninguém supunha a catástrofe que viria a acontecer por volta das cinco horas da madrugada na zona baixa da Vila de Cascais”.
“A água das chuvas que caíram durante a véspera e na própria noite, convergiu para o centro da Vila e tudo inundou, inclusivamente o próprio quartel dos Bombeiros que ficou completamente alagado de repente, privando os bombeiros de utilizar a maioria das suas viaturas, radiotelefones e outro material indispensável para socorrer toda a população afectada”.
“A água das chuvas que caíram durante a véspera e na própria noite, convergiu para o centro da Vila e tudo inundou, inclusivamente o próprio quartel dos Bombeiros que ficou completamente alagado de repente, privando os bombeiros de utilizar a maioria das suas viaturas, radiotelefones e outro material indispensável para socorrer toda a população afectada”.
“Caindo
sem parar, a chuva ia alagando e destruindo tudo, em casas particulares,
estabelecimentos comerciais, Secção de Finanças e a Câmara Municipal, levando
consigo tudo na sua marcha para o mar, rebentando mesmo com a própria muralha
da praia da Ribeira, levando ainda 58 chatas que se encontravam junto da
muralha e destas só 21 se conseguiram recuperar, mas com grandes danos”.
“Além destes estragos houve ainda 2 mortos a lamentar e que viviam numa cave junto à rotunda e que se viram impossibilitados de sair para a rua, morrendo afogados e agarrados às grades das janelas da sua habitação, clamando por socorros”.
“Outras vidas porém foram salvas. O comandante dos Bombeiros Jaime Salgado, salvou o boticário António Diniz Graça da crítica situação em que se encontrava no murete do Hotel Baía, resgatando-o no barco pneumático da Corporação para um local seguro”.
“Além destes estragos houve ainda 2 mortos a lamentar e que viviam numa cave junto à rotunda e que se viram impossibilitados de sair para a rua, morrendo afogados e agarrados às grades das janelas da sua habitação, clamando por socorros”.
“Outras vidas porém foram salvas. O comandante dos Bombeiros Jaime Salgado, salvou o boticário António Diniz Graça da crítica situação em que se encontrava no murete do Hotel Baía, resgatando-o no barco pneumático da Corporação para um local seguro”.
“Também
o bombeiro Joaquim Manuel da Silva Santos salvou de uma morte certa a locatária
do rés-do-chão do edifício onde se encontra a sede da Sociedade Musical de
Cascais na Rua Visconde da Luz, quando a senhora já tinha água pelo pescoço”.
Outros casos houve ainda onde os bombeiros salvaram pessoas que saíram pelas janelas.
Outros casos houve ainda onde os bombeiros salvaram pessoas que saíram pelas janelas.
Recorda-se
que as cheias de 1983 mataram 10 pessoas e deixaram desalojadas 1800 famílias
nos concelhos de Lisboa, Loures e Cascais.
Nem as enxurradas de 1967 – as maiores de sempre no País, que mataram 700 pessoas nos concelhos de Loures e Alenquer – causaram tanto pânico e estragos como as de novembro de 1983 em Cascais.
Nem as enxurradas de 1967 – as maiores de sempre no País, que mataram 700 pessoas nos concelhos de Loures e Alenquer – causaram tanto pânico e estragos como as de novembro de 1983 em Cascais.
E se fosse hoje?
"A natureza é quem mais ordena, mas é inegável que estamos mais bem preparados ao nível do socorro", diz José Palha Gomes, comandante dos Bombeiros de Alcabideche e Licenciado em Proteção Civil.
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| Comandante José Palha Gomes, Licenciado em Proteção Civil e Comandante dos Bombeiros de Alcabideche |











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