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Vento põe fogo na Serra fora de controlo

Atual

Por Redação
07/10/2018 
Última atualização às 03h07
Aparentemente fora de controlo, devido às fortes rajadas de vento, o violento incêndio que está a lavrar desde as 22h50 de este sábado no coração da Serra de Sintra, com ignição perto do santuário da Peninha, na freguesia de Colares, chegou ao concelho de Cascais.

Até ao momento, por "precaução", registaram-se evacuações em Almoinhas, Biscaia, Figueira do Guincho e Charneca, bem como no Parque de Campismo, na Areia. Para acolher quem necessitar foram disponibilizadas instalações da Sociedade da Malveira da Serra e do Dramático de Cascais. Entretanto, o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras assegurou que "não há nenhuma casa ardida".

Há poucos minutos, os Bombeiros de São Pedro de Sintra informavam na sua página do Facebook que "esta noite estamos a lutar para controlar o incêndio que deflagrou na nossa Serra. Todos os meios disponíveis estão em ação. Esperamos que a situação possa ficar controlada rapidamente".

São 559 os operacionais, apoiados por 164 veículos, dos corpos de Bombeiros da Grande Lisboa e da Força Especial de Bombeiros que estão empenhados no combate às chamas, que têm lavrado com grande intensidade em duas frentes.

A Proteção Civil acionou também grupos de reforço de Leiria, Santarém e Setúbal, bem como o Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB).

Forças da GNR de Alcabideche e de Sintra cortaram, entretanto, à circulação rodoviária, a Estrada Nacional 247 entre a Malveira da Serra e o Cabo da Roca.

As fortes rajadas de vento, que estão a assolar a região desde o final da tarde e com maior intensidade ao início da noite, têm constituído o principal inimigo dos bombeiros, que não podem contar com apoio aéreo, por ser de noite.

Basílio Horta, presidente da Câmara Municipal de Sintra, classificou este incêndio, que terá começado num casebre, junto ao Convento da Peninha, como "muito preocupante" e uma "desgraça".

Devido à gravidade do incêndio, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deslocou-se inicialmente a Sintra para, a partir dos Paços do Concelho, acompanhar o evoluir da situação e, mais tarde, regressou a Cascais.

Apesar dos meios no terreno, os bombeiros acreditam que este fogo de grandes proporções não seja dominado nas próximas horas.

25 mortos há 50 anos

O maior incêndio de que há memória na Serra de Sintra registou-se a 6 de setembro de 1966 e veio a culminar na morte de 25 militares do antigo RAAF e na devastação de 50 km2 de área arborizada.

O fogo deflagrou na Quinta da Penha Longa e atingiu rapidamente dimensões incontroláveis, favorecido pelas elevadas temperaturas e constantes mudanças de vento forte.

Lutando abnegadamente contra as chamas, bombeiros e militares conseguiram, no entanto,
que atingissem os Parques da Pena e de Monserrate, mas a Tapada do Mouco foi praticamente destruída.

Porém, foi no Pico do Monge que veio a registar-se a maior tragédia, com a morte de 25 militares, que ficaram cercados pelo fogo.

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1 comentário:

Maria Viana disse...

Porque acabaram com os guardas dosParques Florestais?
Por que a Justiça liberta os incendiários e os perómanos?
Ahhh pobre Terra1

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