Atual
Por EMANUEL CÂMARA (Texto e fotos)14 setembro 2019
“Cascais tem que estar muito
agradecido à Igreja Católica”. Esta afirmação foi feita, este sábado, de manhã, pelo presidente
da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, perante o Cardeal Patriarca de Lisboa,
D. Manuel Clemente, durante a cerimónia pública da bênção das novas instalações
do Colégio Srª Boa Nova, do Centro Paroquial da Paróquia de Santo António do
Estoril.
“Antes de o Estado central e as autoridades públicas investirem na educação dos nossos jovens foram, de facto, instituições ligadas à Igreja Católica que tudo fizeram. Eu próprio beneficiei disso”, sublinhou o autarca, considerando que “tem existido um complexo em fazer este reconhecimento”.
“A Igreja chegou à frente e formou gerações de cidadãos, hoje de Cascais”, disse Carlos Carreiras, recordando que esta instituição também foi a primeira no campo social, dando como exemplo a Santa Casa de Misericórdia, activa desde 1551 no concelho. “Durante séculos esta instituição foi o único apoio social. E esta comunidade [municipal] está agradecida por tudo aquilo que a Igreja Católica nos tem proporcionado”, referiu o autarca.
Carlos Carreiras recordou ainda
que no local deste complexo existia “um dos maiores bairros de exclusão, o
bairro do Fim do Mundo, um bairro de barracas onde não se garantia a dignidade
humana em todas as suas dimensões.” As barracas deram lugar aos edifícios do
bairro do Pinhal Novo e ao Complexo do Colégio, este último da iniciativa da
Paróquia do Estoril.
O Colégio da Boa Nova, frequentado por alunos do 1.º ao 9.º ano de escolaridade, é já uma instituição educativa de referência. O novo edifício, construído de raíz, acrescentou ao colégio 24 salas de aula, laboratórios de Ciências da Natureza, Físico-Química e de Línguas, sala para artes performativas, sala para necessidades educativas especiais, biblioteca, pequeno auditório, capela, duas salas de EVT, sala de música, duas salas de Cestos, pátio central e dois campos de jogos no exterior.
Cardeal Patriarca recorda freira radical assassinada
A cerimónia inaugural foi antecedida da celebração de uma missa, evocativa da festa litúrgica da Exaltação da Santa Cruz, na igreja da Boa Nova, durante a qual o cardeal Patriarca proferiu uma homilia, na qual exortou os cristãos a “doar a vida pelos outros, para os ajudar a salvar”, seguindo o exemplo de Jesus Cristo. A este propósito, recordou a religiosa das Servas de Maria Ministras dos Enfermos brutalmente assassinada, no domingo passado, em São João da Madeira, no distrito de Aveiro.
“Por não desistir e querer
estar sempre ao lado dos outros, acabou por ser morta. Ela participa nesta
vitória de Cristo sobre a morte. Está em Cristo, está connosco. A sua memória
abençoada está em Deus”, disse D. Manuel Clemente.
O homicida, 44 anos, convidou a irmã Maria Antónia Pinho, que era sua vizinha do lado, para entrar em casa dele e beber um café, antes de a freira se dirigir à igreja para participar na missa. Queria agradecer-lhe por esta lhe ter dado boleia.
De acordo com a PJ, terá tentado ter relações sexuais com a freira de 61 anos, o que lhe foi recusado. “Perseguindo a sua intenção, recorreu à força física aplicando, ao que tudo indica, um golpe de estrangulamento, que terá sido a causa da morte, e posteriormente deitou-a sobre a cama e terá mantido relações sexuais”, descreve a polícia em comunicado.


1 comentário:
No seu melhor estilo de liderança paroquial e autocratica.
Publicar um comentário