COVID19. Cascais reforça segurança nas praias com 21 nadadores-salvadores mas deixa sério aviso

Segurança

Por Redação
12 março 2020

Menos de 24 horas depois da Autoridade Marítima Nacional ter alertado para cuidados a ter nas praias, a Câmara Municipal de Cascais lançou, esta quinta-feira, um comunicado no qual revela o reforço da segurança com 21 nadadores salvadores por as praias do concelho não serem um lugar seguro neste tempo e “pondera ações mais drásticas como a sua interdição”, caso não sejam seguidas e respeitadas algumas indicações.

Segundo o município, “as praias do concelho não são um lugar seguro neste tempo e neste contexto” e avança com duas razões: “A primeira razão tem que ver com questões de saúde pública por todos conhecidas e que se prendem com a propagação do Covid-19. Vivemos num contexto de pandemia. É altamente desaconselhada a deslocação até às zonas balneares ou de grande concentração de pessoas. Vale sempre reafirmar o óbvio: a contenção do coronavírus é feita em casa, não é feita nas ruas ou nas praias.  A segunda razão tem que ver com a segurança pública”. 
 
A autarquia liderada por Carlos Carreiras revela que, esta quarta-feira, foram registadas nas praias de Cascais 20 ocorrências: dez de primeiros socorros e outras dez de salvamento. 
A Câmara de Cascais relembra que o mar de inverno tem grande amplitude de marés, com correntes e ondulação fortes. 
 
“Mesmo sendo desaconselhada e civicamente censurável a deslocação às praias, a autarquia, dentro das suas competências, quer minimizar os impactos em matéria de segurança pública” e decidiu tomar “medidas extraordinárias e em tempo recorde para alargar o dispositivo de controlo das praias fora da época balnear”.

Foram acionadas equipas de vigilância nas praias do concelho:  6 nadadores-salvadores na Praia de Carcavelos, 4 na Praia do Guincho e outros 4 nas praias da Conceição, Duquesa, Rainha e das Moitas, bem como com outros 3 nadadores-salvadores no Tamariz, 2 na praia de S. Pedro e outros 2 na praia de Parede.

De acordo com o município, “importa reter que este reforço não significa que as praias sejam vigiadas dentro dos moldes e contingentes habituais da época balnear; significa, sim, que há vigilância mínima assegurada por nadadores-salvadores, para que ao problema grave de saúde pública não se some outro de segurança”.

A Câmara Municipal de Cascais relembra, igualmente, que a contenção eficaz do Covid-19 não é feita nas praias e aconselha as pessoas a não irem a banhos, a vigiar as crianças e a não virar costas ao mar.

Finalmente, a Câmara de Cascais apela ao “espírito de cidadania responsável de todos”, lembra que estas medidas são contingentes e deixa o aviso de que “caso as indicações não sejam seguidas, a Câmara de Cascais pondera ações mais drásticas como a interdição das praias do concelho”.

Autoridade Marítima alerta para perigos


Já esta quarta-feira, a Autoridade Marítima Nacional havia alertado para cuidados a ter nas praias do País.

“Com a adoção de medidas preventivas para a contenção da propagação do coronavírus (Covid-19) tem-se verificado um considerável aumento de pessoas a frequentar as praias”, diz o alerta, segundo o qual é recomendado “a não ida a banhos e que deverão ser redobrados os cuidados na praia e a adoção de um comportamento de segurança”.

​“É importante ter em conta que o mar nesta época do ano é um mar de inverno, e as praias e zonas de costa apresentam risco elevado devido aos efeitos da agitação marítima, apresentando também a sua morfologia alterada pelo efeito da ondulação forte que se verifica normalmente neste período do ano, encontrando-se nelas fundões, declives acentuados, remoinhos e agueiros”, avisa a Autoridade Marítima Nacional, não sem destacar que “alguns destes fenómenos não são visíveis, acarretando perigo para quem entrar na água”.

“Não ir a banhos; vigiar permanentemente as crianças e não permitir que se afastem, mantendo-as sempre próximas de um adulto e evitar comportamentos de risco, não se aproximando da água ou caminhar na areia molhada. Não vire as costas ao mar e ofereça sempre uma distância de segurança em relação à linha de água, evitando ser surpreendido por uma onda”, constituem as principais recomendações da Autoridade Marítima Nacional, que deixa, ainda, um aviso: “Caso testemunhe uma situação de perigo dentro de água, não entrar e pedir ajuda através do 112”.

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