Adjunto dos Bombeiros de Cascais pede exoneração por alegadas irregularidades

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14 fevereiro 2020
Uma alegada irregularidade no processo de nomeação, que está a ser investigada pelo Ministério Público (MP) de Cascais, poderá estar na origem do pedido de exoneração do recém empossado Adjunto de Comando dos Bombeiros de Cascais, apurou Cascais24.

O pedido de exoneração do cargo foi formalizado esta sexta-feira por Humberto Ventura e aceite pelo comandante do Corpo de Bombeiros, João Loureiro, de acordo com uma Ordem de Serviço à qual Cascais24 teve acesso.

De acordo com a mesma OS, Humberto Ventura regressa ao posto de Bombeiro de 1ª classe e fica colocado na 1ª Companhia.

Assalariado da Associação dos Bombeiros de Cascais, Humberto Ventura é reconhecido pelas suas competências e possuirá uma excelente folha de serviços, tendo sido sugerido pelo comando do Corpo de Bombeiros para o cargo de Adjunto, o que foi aceite pela respetiva direção.

Humberto Ventura tomou posse a 3 de janeiro último, de acordo com um post, então, publicado na página oficial do Facebook dos Bombeiros de Cascais, na qual é referido que a nomeação surgiu "após o cumprimento dos requisitos formativos legalmente exigidos para o cargo" e na sequência de "homologação da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil".

No entanto, apurou Cascais24, apesar de Humberto Ventura ter concluído com sucesso os 4 módulos de formação na Escola Nacional de Bombeiros, terá sido detetada uma alegada irregularidade ao nível da certificação das habilitações equivalentes ao 12º Ano.

Esta alegada irregularidade terá sido mesmo alvo de uma denúncia junto do Ministério Público, que abriu um inquérito.

A propósito, Cascais24 procurou um comentário do comandante João Loureiro, que remeteu quaisquer esclarecimentos para a direção da Associação dos Bombeiros de Cascais.

Em declarações a Cascais24, Rui Rama da Silva, presidente da Associação dos Bombeiros de Cascais, confirmou o pedido de exoneração do Adjunto de Comando que, no entanto, "continua a desenvolver as suas funções como bombeiro de 1ª classe assalariado".

Já relativamente à alegada ilicitude na certificação de habilitações, Rui Rama da Silva afirmou a Cascais24 que "ficamos a aguardar, com serenidade, o desenrolar dos trâmites judiciais".
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