Cascais foi a mais flagelada pelo fogo

Segurança

                                                                                                                                                  (Foto Filipe Pedro /Facebook)
Por Redação
07/10/2018
O concelho de Cascais foi o mais flagelado pelo gigantesco incêndio, que deflagrou este sábado, à noite, na Peninha, reconheceu este domingo o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, ao qual o Primeiro-Ministro António Costa agradeceu a "forma serena como lidou com a situação".

Não está só em causa a área ardida, ainda a ser contabilizada, mas também os estragos materiais, os acidentes pessoais e o pânico causado pelas chamas que desceram a encosta da serra a uma velocidade tão ciclónica como o vento, que dificultou o seu combate e obrigaram à evacuação de algumas povoações.

Com ignição suspeita pelas 22h50 na Peninha, o fogo desceu vertiginosamente a encosta, entrando no concelho de Cascais. Rajadas de quase 100 km/hora colocaram o incêndio fora de controlo.

Durante toda a madrugada, centenas de habitantes de povoações de Cascais viveram horas de grande aflição, de desespero e, também, de muita expetativa. Perante o avanço das chamas, foram muitos os que recearam perder as suas casas e haveres.

Por precaução, foram evacuados quase meia centena de habitantes das povoações de Almoinhas Velhas, Biscaia e Figueira do Guincho. A coletividade da Malveira da Serra acolheu 17 pessoas deslocadas e o Dramático de Cascais cerca de 30.

Na evacuação, os militares da GNR de Alcabideche e de Sintra  desempenharam um papel extremamente importante, aconselhando e canalizando as pessoas para aqueles dois centros de apoio temporários, disponibilizados em tempo recorde graças aos esforços da Junta de Freguesia de Alcabideche.

Também cerca de 300 pessoas foram evacuadas do Parque de Campismo da Areia.

Para além de 21 feridos, entre bombeiros e civis, na sua maioria por intoxicação, as chamas destruíram um veículo ligeiro e um anexo em madeira na Figueira do Guincho, e uma habitação e dois anexos na Biscaia.

Depois de uma noite infernal, quer para os 728 operacionais, entre Bombeiros, Força Especial de Bombeiros e GIPS da GNR, apoiados por 218 veículos, quer para as populações, pelas 6h00 o vento abrandou significativamente de intensidade, facilitando o combate terrestre, reforçado com o apoio de seis meios aéreos, os quais acabaram por ser decisivos para travar as chamas este domingo, ao final da manhã- mais de 12 horas depois de terem deflagrado e deixado um impressionante rasto de destruição.

Rescaldo

A presença "musculada" dos Bombeiros em toda a área vai ser mantida, quer durante as operações de rescaldo, iniciadas ao início da tarde, quer nos próximos dias por forma a prevenir qualquer eventual reativação do incêndio, assegurou André Fernandes, comandante Distrital de Operações de Socorro da Proteção Civil de Lisboa.

Segundo André Fernandes, "não podemos baixar a guarda".

Foi, também, ao princípio da tarde, que calma e serenamente os habitantes começaram a regressar às suas povoações.

Suspeitas

O presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, considerou "uma hora muito estranha para nascer um incêndio com esta dimensão", referindo-se à deflagração do fogo perto do Convento da Peninha que, encosta abaixo, e até entrar nos domínios de Cascais, foi devastando em área rochosa mato e acácias com grande intensidade.

As suspeitas de fogo posto são, igualmente, partilhadas pela generalidade das populações, até porque, nos últimos dias, em outros locais do Parque Natural, tinham deflagrado incêndios, um deles no mesmo sábado, entre Murches e o Zambujeiro, conforme Cascais24 noticiou.

Uma brigada da Secção de Incêndios da Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo, apoiada por peritos do Laboratório de Polícia Científica, esteve nos locais a recolher vestígios tendentes a determinar as causas dos incêndios. 




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