Gangue internacional instala-se em Cascais para atacar caixas Multibanco

SEGURANÇA

Por VALDEMAR PINHEIRO
24 julho 2020
Um gangue internacional, formado maioritariamente por cidadãos do Leste, instalou-se em Cascais para atacar ATMs um pouco por todo o País, recorrendo ao método de "Jackpotting", também conhecido por blackbox, que consiste em abrir um buraco na parte superior da caixa, entrando na sua infraestrutura interna, desconectando-a e, de seguida, conectando-a com um dispositivo externo, que permite a libertação de todas as notas, sem que haja necessidade de introduzir qualquer cartão.

Aparentemente, era esta operação que três estrangeiros estariam a realizar, esta sexta-feira, de madrugada, na ATM instalada na Agência Automática da Caixa Geral de Depósitos, na rua de São José, em Alvide, na freguesia de Alcabideche, quando foram surpreendidos por militares da GNR. 
ATM que foi atacado esta sexta-feira, de madrugada, em Alvide
Um dos suspeitos, de nacionalidade romena, foi detido no interior de um carro, com matricula checa, no qual viajavam e que foi confiscado.

Os dois outros cúmplices conseguiram escapar, mas um deles foi horas depois apanhado pela PSP na avenida de Berlim, em Lisboa, quando viajava num carro, entretanto furtado durante a fuga em Alvide.

O terceiro suspeito está em fuga.

Os dois detidos foram entregues à Polícia Judiciária (PJ), que investiga as atividades do gangue, que é suspeito de ataques a ATMs, sobretudo nos distritos de Lisboa e do Porto, que lhes terão rendido até ao momentos muitos milhares de euros.

Estes três homens encontravam-se a viver no concelho de Cascais, onde tinham arrendado um apartamento, entretanto alvo de buscas por parte das autoridades, as quais, no entanto, não terão encontrado nada de comprometedor, tão-pouco qualquer rasto dos milhares sacados dos ATMs.

As autoridades acreditam que estes três homens detetados agora na região de Cascais fazem parte de um dos muitos núcleos em ação no País, não havendo aparentes dúvidas de estar-se perante a atuação de um gangue transnacional, perfeitamente organizado, a operar não só em Portugal como em outros países europeus.

A investigação está entregue a duas unidades centrais de investigação criminal da PJ: a Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT) e a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T)






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