MISTÉRIO. Polícias procuram homem desaparecido há 5 dias que foi visto pela última vez na estação de São João do Estoril

Segurança

Paulo Marcelino, 50 anos, desaparecido em circunstâncias misteriosas
Por Redação
15 abril 2020

Vai para cinco dias que um homem, Paulo Marcelino, 50 anos, empregado de mesa no restaurante “Grande Onda”, no paredão de Carcavelos, está dado como desaparecido, tendo sido visto pela última vez à espera do comboio na estação de São João do Estoril.

A família está preocupada e receia que algo de grave possa ter acontecido a Paulo Marcelino, pois não tinha motivos aparentes para desaparecer voluntariamente, disse, a Cascais24, uma irmã, Elisabete.

Paulo, que vivia com uma irmã e o cunhado em São João do Estoril, saiu de casa dia 10, sexta-feira, para ir entrar de serviço pelas 22h00 até às 6h00 da manhã no restaurante que, embora fechado, mantem dois funcionários por turnos, sobretudo à noite, para evitar intrusões.

A última vez que Paulo Marcelino foi visto foi pelas 21h30, na estação de São João do Estoril, a aguardar o comboio que o deveria deixar em Carcavelos, onde era esperado por um colega, Sandro Bruno para ambos entrarem no turno no restaurante “Grande Onda”.

“O que sabemos é que o colega Bruno diz que lhe ligou algumas vezes e que ele, inicialmente disse que estava na estação de São João, que o comboio estava atrasado, o que confirmámos não ser verdade, pois chegou a horas e, depois, que ele teria afirmado que estava no túnel de Carcavelos, a caminho”, contou, a Cascais24, a irmã.

A partir de certa altura, o colega deixou de ter contato com Paulo Marcelino, pois o telemóvel estaria desligado.

Paulo Marcelino nunca chegou ao restaurante “Grande Onda”.

“É um funcionário excelente, sempre pontual, que nunca falhou ao serviço”, disse, por sua vez, a Cascais24, Hugo Pereira, responsável pelo conhecido restaurante, que “acha tudo muito estranho”.

O alerta para o desaparecimento foi dado no dia 11, de manhã, pela irmã, que estranhou não ver Paulo Marcelino em casa, no regresso do trabalho e fez a respetiva participação na 51ª Esquadra da PSP (Estoril).

A PSP passou, entretanto, a investigação para a Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo.

“Pedimos à polícia para ver as imagens de videovigilância das estações de São João e de Carcavelos e o sinal do telemóvel, mas ainda não sabemos o resultado”, explicou a irmã de Paulo Marcelino.

Paulo Marcelino, que terá tido problemas com drogas há 25 anos, mas que desde então “não lhe eram conhecidos problemas, nem atritos com ninguém” vestia na altura do desaparecimento calças de ganga e um casaco preto.

Qualquer informação sobre o paradeiro de Paulo Marcelino pode ser transmitida a qualquer autoridade policial e/ou através dos telemóveis de familiares: 967409366 e 926861391.

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