NOITE DE TERROR. Organizou ataque a mansão do Monte Estoril para pagar dívidas

                               24 março 2019
O ataque de três encapuzados durante uma "festa privada" a uma mansão no Monte Estoril, esta quinta-feira, ao final da noite, terá sido organizado por uma jovem 18 anos, que planeava pagar dívidas com parte do produto do roubo, apurou Cascais24.

A viver em Paio Pires, a jovem suspeita tinha estado na habitação com uma das convivas na véspera do "golpe", apercebendo-se da riqueza existente no seu interior e decidiu, então, "convidar" alguns amigos da Margem Sul para fazer o assalto nocturno. 

Foi pouco antes das onze horas da noite, que três encapuzados armados com facas e envergando roupas escuras tomaram de assalto a mansão, depois de um deles ter tocado à campainha.

Já dentro da habitação, neutralizaram uma rapariga, de 18 anos, brasileira, que foi feita refém, amarrada de pés e mãos com fita, depois de um dos encapuzados lhe ter encostado uma faca ao pescoço. Ainda sofreu dois pequenos golpes provocados pela faca, enquanto procurava resistir.

No interior da habitação encontravam-se mais seis pessoas. Ao que parece, a "festa" destinava-se a um cinquentão, cuja mulher tinha organizado o encontro, mas o casal ainda não teria chegado.

Viveram-se, então, momentos de terror, com os convivas, ao aperceberem-se do ataque, a refugiarem-se em quartos do piso superior e a acionarem o 112 que, por sua vez, deu o alerta para a central da PSP.

Cerco e perseguição

Na sequência do alerta, patrulhas móveis da PSP do Estoril e de Cascais convergiram para a habitação, na avenida da Venezuela, e montaram em toda a área envolvente um cerco.

Um dos suspeitos, estudante de 18 anos, a viver no Seixal, foi surpreendido pelos policias a tentar fugir através de uma varanda e a desfazer-se de uma faca.

Já dois outros cúmplices, um estudante, 18 anos, oriundo da Amora e outro, de 27 anos, do Seixal, lograram fugir pelas traseiras da mansão, procurando refugiar-se no Parque Palmela. 

Porém, a fuga não durou muito e acabaram por ser cercados pelos agentes, escondidos entre a densa vegetação do conhecido parque.

As autoridades, que encontraram abandonado nas imediações da mansão um automóvel, marca Renault, no qual o grupo tinha viajado e iria usar na fuga, viriam pouco depois a intercetar perto da estação ferroviária de Cascais duas jovens cúmplices dos encapuzados, entre as quais a alegada mentora do ataque nocturno, de 18 anos, e uma amiga, de 21 anos, também do Seixal, as quais, entretanto, ao verem a polícia chegar, abandonaram o carro e afastaram-se a pé na direção do centro de Cascais.

Ambas tinham, entretanto, telefonado a amigos para as ir buscar ao largo da estação de comboios de Cascais.

Entorse ao saltar muro

Um dos três jovens suspeitos do ataque direto à mansão teve que ser assistido mais tarde na urgência ortopédica do Hospital de Cascais, devido a um entorse.

O homem, de 27 anos, sofrera o entorse durante a fuga aos policias ao transpor um muro com cerca de três metros de altura no Parque de Palmela.

Depois de transportado numa ambulância dos Bombeiros de Cascais à unidade hospitalar, e após ter sido assistido, regressou aos calabouços policiais.

Proibidos de contatar com as vítimas

O grupo suspeito acabou, mais tarde, por ser libertado, depois dos seus membros serem submetidos a primeiro interrogatório judicial junto dos Serviços do Ministério Público, em Cascais.

O quinteto ficou, no entanto, sujeito às medidas de coação de apresentações semanais nos departamentos policiais da área dos seus domicílios, bem como proibição de contatar com as vítimas e de aproximarem-se das suas habitações.

Segundo Cascais24 apurou, durante o assalto os três encapuzados vasculharam em diversos compartimentos em busca de valores, mas a pronta e eficaz chegada da PSP impediu que tivessem consumado com sucesso o assalto.

Só terão conseguido furtar cerca de 80 euros da carteira de uma das convivas, que foram resgatados mais tarde pela polícia.

A investigação a todos os contornos do assalto nocturno está a cargo da Esquadra de Investigação Criminal (EIC) da Divisão Policial de Cascais sob coordenação do Ministério Público.


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