Cascais com galardão cultural ainda à sombra da presidência de Capucho

Cultura

Por Redação
14 novembro 2019

O Bairro dos Museus e a Fundação D. Luís I foram agora distinguidos com o galardão Interpretação Patrimonial, prémio atribuído pela European Cultural Tourism Network e ao qual não foi alheia a presidência de António Capucho que, então, reabilitou e adquiriu diversos equipamentos culturais em Cascais.

“É preciso ter lata, despudor e atrevimento para este executivo, ao publicar um post sobre a distinção, estar a tentar colher para si o que, verdadeiramente, não semeou, quando todo ele veio na sequência do trabalho do então presidente António Capucho”, observou, a propósito, um conhecedor do processo, que pediu o anonimato.

“Foi na presidência de António Capucho que foi reabilitado e inaugurado o Farol-Museu de Santa Marta em colaboração com a Marinha, foi adquirida a Casa Sommer (agora musealizada), inaugurada a Casa das Histórias Paula Rego, reabilitada a Cidadela de Cascais (depois de resgatada ao Estado), incluindo o Palácio (obra que ficou a cargo da Presidência da República) e à instalação do Hotel na sequência de um concurso público”, recordou a mesma fonte.


“Ao contrário do que afirma o post do atual executivo, não foi claramente a sua ação que determinou a distinção agora conferida, que é, de resto, de louvar”, concluiu, não sem fazer notar que, “fora a propaganda, a política cultural da Câmara Municipal de Cascais nos últimos oito anos tem sido um deserto”. 

A propósito, Cascais24 procurou, sem sucesso, obter uma declaração de António Capucho. 

Já uma outra fonte, também ligada à cultura, em Cascais, considerou que “deste executivo, aquilo que conhecemos em termos de política cultural, são os flops e/ou bluffs do Museu do Vhils, do Motor Passion Museum (sobre os quais o município nada diz), da Escola D. Luís, do Festival de Cinema, da Feira do Livro, do Lumina (apesar da perda de qualidade das últimas edições, curiosamente as mais patrocinadas) e da recuperação do Edifício Cruzeiro (que continua a marcar passo) e a ausência de bibliotecas públicas decentes, novos museus, salas de espetáculo e equipamentos culturais de relevo”.

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1 comentário:

JD disse...

O executivo de Carreiras, também pelas razões aqui aduzidas, dá mostras de frequentes perturbações, em razão das múltiplas ideias que se cruzam para auto-promoção, sem contudo as controlar, e permitir o conhecimento público das trapalhadas associadas.
Faço, portanto, um voto pela censura concelhia, no sentido da preservação e perpetuação da vacuidade de s.exa. o nosso amado edil-mor, mais uma vez objecto de brutal provocação.

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