FICÇÃO. Presidente do Estoril Praia conta em “Aldeia Mágica” história que começa em Cascais e acaba em Bolama com ameaças de narcos colombianos

Cultura

Por Redação
22 novembro 2019

Alexandre Faria, presidente do Estoril Praia, lançou, este mês, no Centro Cultural de Cascais, o seu último romance “Aldeia Mágica”- uma história que começa em Cascais e que, depois de alguns acontecimentos trágicos que envolve o protagonista Daniel, decide abandonar a sua confortável vida de consultor em Lisboa e iniciar um caminho de descoberta pessoal, por via terrestre, que o leva até África, parando apenas na cidade de Bolama, na Guiné Bissau.

E, é em Bolama que decide criar um mundo novo, uma nova aldeia e comunidade onde não existem barreiras sociais, culturais ou constrangimentos fiscais e económicos, numa revolta e vingança pessoais em relação ao mundo que tanto o fez sofrer, mostrando que a felicidade plena pode ser possível. As diversas vicissitudes e episódios que lhe acontecem posteriormente, acabam por evidenciar as dificuldades da utopia, com momentos intensos, que vão desde a perda de outros personagens até às ameaças de colombianos que usam aquelas águas para o narcotráfico.

“Aldeia Mágica”, o quinto livro de Alexandre Faria, foi apresentado por Salvato Teles de Menezes e por Luís Filipe Sarmento. Na sessão de apresentação, no Centro Cultural de Cascais e perante um auditório literalmente cheio, falou-se muito da odisseia e, inclusive, do quixotismo do personagem, acreditando sempre que o mundo pode ser melhor, apesar dos sucessivos acontecimentos negativos com os quais é confrontado, mas que nunca o fazem desistir.

A propósito, na contracapa de “Aldeia Mágica” Salvato de Menezes escreveu: “Romance de personagens, ou melhor, romance de uma personagem que vai ao longo de uma trajectória geográfica e psicológica de passagem e (re) iniciação vitais encontrando, numa espécie de teoria de choques ora benévola ora áspera, outros agentes que se lhe juntam (ou não), Aldeia Mágica apresenta-se como uma obra de ficção didascálica na qual as dimensões biográficas, políticas e filosóficas se mesclam com informações históricas: e tudo isto está devidamente caldeado pela perspectiva do protagonista Daniel que, da civilização de Cascais e Lisboa, chega a um ermo na Guiné-Bissau para o tentar transformar num espaço de utopia.”

Quem é Alexandre Faria?


Presidente do Estoril Praia desde 2004, Alexandre Faria nasceu em Luanda, Angola, e vive em Cascais. É filho de Maria Virgínia Aguiar, uma das primeiras mulheres jornalistas portuguesas, que faleceu em janeiro do ano passado, aos 84 anos, no Estoril.

Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e com um Doutoramento Magna Cum Laude em Gestão Desportiva, foi autarca em Cascais durante 20 anos, destacando-se na área das Relações Internacionais e na promoção da diplomacia económica local, tendo sido o proponente de cinco novos acordos de geminação, com as cidades de Bolama na Guiné-Bissau, Ungheni na Moldova, Campinas no Brasil, Sausalito nos Estados Unidos da América e Karsiyaka na Turquia.

Alexandre Faria foi distinguido em 2012 com o Diploma de 1.º Grau do Governo da República da Moldova e no ano seguinte recebeu o Prémio Internacional Ulisses Grant da Cidade de Bolama e a Ordem de Honra da República da Moldova - a maior distinção civil do país. Já em 2016 recebeu o Prémio de Mérito do Estoril Praia e em 2017 foi distinguido com a Medalha de Honra da Freguesia de Alcabideche.

Conferencista em Portugal e no estrangeiro, participou no livro “Testemunhos para o Futuro de Antigos Alunos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa” e o seu percurso literário figura na edição Autores e Escritores de Angola 1642-2018.

É autor do romance “Filhos de África” e dos ensaios “Em Busca do Autarca Perdido, Tratado Internacional de Cascais e Liderar no Desporto – Uma História no Estoril Praia”- o primeiro livro de sempre da história do Estoril Praia, que comemorou 80 anos este ano e foi apresentado pelo Selecionador Nacional, Fernando Santos.

“Aldeia Mágica” é de leitura obrigatória! Porque vale (mesmo) a pena!

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