Guerra à pobreza no medicamento neste Natal arranca em farmácia de Alcabideche

Saúde

Por Redação
14 dezembro 2018

A farmácia Carvalho, em Alcabideche, foi a escolhida para o lançamento da campanha solidária “Dê Troco a Quem Precisa”, que arranca na próxima segunda-feira, dia 17 de dezembro, nas farmácias aderentes de todo o País. 


A iniciativa, que termina no dia 25 de dezembro, é promovida pelo Programa abem: Rede Solidária do Medicamento, e convida os portugueses a doar o troco das compras ao Fundo Solidário abem:. O montante angariado será integralmente aplicado na aquisição de medicamentos dos beneficiários abrangidos- famílias carenciadas no acesso ao medicamento. 


Maria de Belém Roseira, coordenadora-geral da Dignitude
“As estatísticas indicam que cerca de um milhão portugueses não consegue comprar os medicamentos que lhes são prescritos. Não podemos ficar indiferentes a esta realidade, que afeta também uma parte considerável da população infantil. Com esta campanha pretendemos ajudar a combater um problema de emergência social: a falta de acesso ao medicamento por insuficiência de rendimentos disponíveis”, adianta Maria de Belém Roseira, antiga ministra da Saúde e da Igualdade e atual coordenadora-geral da Associação Dignitude – entidade dinamizadora do Programa abem:.



O abem: está presente em todos os distritos do país e regiões autónomas e assenta numa rede de parcerias com entidades locais que referenciam ao programa as famílias em risco. Estas pessoas, quando se tornam beneficiárias do abem:, recebem um cartão que passam a usar na farmácia para levantar os medicamentos de que necessitam, sem qualquer custo.
 
A nível nacional, o programa apoiou, entretanto, 6.769 beneficiários de 3.503 famílias, dos quais 25% são crianças. Já foram adquiridas, ao abrigo do abem: 161.293 embalagens de medicamentos desde a sua fundação, em maio de 2016. 


A Associação Dignitude


A Associação Dignitude nasceu no dia 4 de novembro de 2015, em Coimbra, onde está sedeada. É uma instituição particular de solidariedade social que tem por missão o desenvolvimento de programas solidários de grande impacto social, que promovam a qualidade de vida e o bem-estar dos portugueses. O abem: Rede Solidária do Medicamento é o primeiro Programa promovido pela Associação Dignitude.

João Cordeiro e Ramalho Eanes duas das personalidades empenhadas na guerra à pobreza no medicamento
São Associados Promotores a Cáritas Portuguesa, a Plataforma Saúde em Diálogo, a Associação Portuguesa de Indústria Farmacêutica e a Associação Nacional das Farmácias. Através de protocolos institucionais, juntaram-se ao projeto a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, a União das Misericórdias Portuguesas, a Associação de Farmácias de Portugal e a Associação Nacional de Municípios Portugueses.

São Embaixadores Dignitude António Ramalho Eanes, antigo Presidente da República, Francisco Carvalho Guerra, João Gonçalves da Silveira, João Cordeiro, conhecido empresário de Cascais na área farmacêutica, e Maria de Belém Roseira, antiga ministra da Saúde e da Igualdade.


O que é o Programa abem


O Programa abem: Rede Solidária do Medicamento é um projeto inovador, lançado pela Associação Dignitude. Tem como objetivo permitir o acesso, de forma digna, aos medicamentos prescritos a quem não tem capacidade financeira para os adquirir, cobrindo, no receituário, o valor não comparticipado pelo Estado.

O abem: assenta numa rede de parcerias que assegura o circuito solidário do medicamento. Qualquer pessoa em situação de carência pode ser referenciada ao programa pelas entidades locais, que vão desde juntas de freguesia e câmaras municipais, a IPSS e outras instituições da área social. Depois de referenciado, o beneficiário tem acesso ao Cartão abem:, bastando apresentá-lo numa farmácia abem: para poder adquirir os medicamentos comparticipados que lhe forem receitados. A despesa realizada é coberta pelo Fundo Solidário, 100% dedicado à co-comparticipação de medicamentos dentro do Programa, alimentado por uma campanha permanente de fundraising.

A avaliação de Impacto formal do projeto, segundo a metodologia SROI – Social Return on Investment – revela que o programa gerou nos dois primeiros anos um retorno social de 6,9 milhões de euros, mostrando que cada 1 euro investido teve um impacto social valorizado em 7,8 euros.

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