Obras de emissário provocam grave atentado ambiental em Manique

Atual

                             02 março 2019


Até que ponto a “Águas do Tejo Atlântico”, do grupo Águas de Portugal, e o empreiteiro DST- Domingos da Silva Teixeira, SA, encarregues dos trabalhos da chamada reabilitação do Emissário de Caparide, têm competência para cometer um grave crime ambiental ao atolar o livre curso das águas naturais de um rio com terras e enormes pedregulhos?

É no sítio da Figueirinha, em Manique de Baixo, - outrora aprazível pelas suas condições ambientais, com habitantes locais (não os novos ricos que invadiram a aldeia, agora cercada pelos condomínios privados que, porventura, nem conhecem o sítio, à semelhança de alguns autarcas) a irem com os filhos e os netos disfrutarem do contato com a natureza, sobretudo o rio de águas límpidas onde as crianças deliciavam-se em pequenos banhos, ver a água correr com pequenas espécies marinhas e o chilrear das aves.


A verdade é que em nome da denominada “reabilitação do emissário de Caparide” estão a cometer-se graves crimes ambientais na área, o que está a “revoltar” e a deixar “indignados” os mais atentos habitantes de Manique de Baixo, na freguesia de Alcabideche, município de Cascais.

Para além das terras que invadiram o rio, na sequência das terraplanagens aparentemente mal planeadas, toneladas de pedregulhos, consequência das mesmas, foram autenticamente “despejados”, obstruindo o livre curso das águas – um “espetáculo” triste e deprimente que, sem quaisquer dúvidas, atenta as mais elementares normas legais ambientais.

“Isto é uma vergonha, um autêntico atentado”, diz, a Cascais24, Luís Santos, um habitante local, enquanto Ana Santos, outra residente, alerta para “o consequente corte de árvores centenárias junto ao rio”, onde chegou a fazer piqueniques com os filhos. “Chamam a isto desenvolvimento?”, questiona, indignada, esta moradora.

Já outro morador chamou a atenção para, em caso de enxurradas, “isto constituir um verdadeiro barril de lama”, com a agravante de “poder atingir algumas habitações” que lhe estão próximas.

Obra orçada em 1,5 milhões de euros e um prazo de execução de 300 dias, segundo aviso, a respetiva fiscalização está a cargo de uma denominada empresa “Rioboco, SA”, embora a empreitada esteja atribuída à DST- Domingos da Silva Teixeira, SA.

Cascais24 procurou contatar para o número indicado no placard colocado com indicações de empreiteiro e fiscalização dos trabalhos, mas sem sucesso, porventura por ser fim-de-semana.

MULTIMÉDIA. 

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1 comentário:

Andre Duarte disse...


A intervenção teve concerteza um estudo, detalhado realizado por pessoal competente. Deverá estar a ser executado, e fiscalizado por pessoal também competente.

Sugiro, análise do processo de licenciamento que deverá estar disponível na Câmara Municipal de Cascais, e assim sim: Façam uma critica mais profunda. Envolvam a Ordem dos Engenheiros eventualmente, a Agência Portuguesa de Ambiente e finalmente os serviços da CMC para o que se está a passar.

As imagens são sugestivas que algo não está correcto e devem ser bem avaliadas. Julgo, que a CMC, a APA não compactuam com este género de "fazer" obra.

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