António Capucho regressa ao PSD para ajudar Rui Rio na “difícil disputa eleitoral” de outubro

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                                                             03 setembro 2019
“… Entendi ser minha obrigação, como apoiante e amigo de Rui Rio e empenhado na candidatura social-democrata, expressar publicamente a minha disponibilidade e empenho na difícil disputa eleitoral em curso”, é assim que António Capucho, 74 anos, militante histórico do PSD, justifica o regresso ao partido que ajudou a fundar em 1974. 

Em declarações a Cascais24, o antigo presidente da Câmara Municipal de Cascais declarou não saber qual o número de militante, que lhe vão atribuir. “Não escondo que solicitei a atribuição do mesmo número que me foi atribuído em 74”, revela António Capucho, segundo o qual “o meu papel durante a campanha eleitoral dependerá daquilo que o líder e a direcção de campanha entenderem útil”.

“Para além disso, não tenho, neste momento, qualquer perspectiva quanto ao futuro já que não tenho a mínima ambição pessoal de natureza política”, assegurou, ainda, a Cascais24.

Já em entrevista direta que concedeu à RTP3, no programa de Ana Lourenço, António Capucho esclareceu as razões que o motivaram nesta decisão de regressar ao PSD como militante de base para ajudar a reerguer a imagem do Partido junto dos militantes e dos eleitores.

Assumiu que há uma obrigação, não só ética, como política, uma vez que foi fundador do PSD e teve a seu cargo a implantação do Partido nos difíceis anos de 1974 e seguintes. Enquanto líder do grupo parlamentar, nos tempos de Durão Barroso, teve a colaboração chegada de Rui Rio, com quem tem mantido uma excelente e histórica amizade. 

No momento em que o PSD está a ser tão injustamente atacado por certa comunicação social manipulada pelos interesses eleitorais de alguns partidos e, independentemente de algumas animosidades internas, aliás, naturais num partido interclassista como sempre foi o caso do Partido Social democrata, António Capucho sente que é a altura própria de cerrar fileiras e todos demonstrarem a solidariedade, a valia, a dignidade e a oportunidade com que defendem a candidatura do PSD.

Sempre numa postura de exemplar serenidade e de lúcido conhecimento e avaliação da situação política nacional, António Capucho não esqueceu uma referência ao lamentável estado em que se encontram os serviços públicos, especialmente o Serviço Nacional de Saúde, bem como à excessiva carga fiscal e de impostos a que o actual governo condenou o País, salientando, no final, a enorme premência em se reformular o sistema eleitoral já obsoleto e extremamente injusto, cuja actualização foi impedida pelo acordo que António Costa assinou com o PCP e o BE para viabilizar a “geringonça”.


O percurso de António Capucho      

António Capucho iniciou a sua atividade política antes do 25 de Abril   como opositor ao Estado Novo e tem, hoje, um vasto currículo.  Começou por ser secretário-geral adjunto com Francisco Sá Carneiro, foi depois, deputado à Assembleia da República, eurodeputado, vice-Presidente do Parlamento Europeu, Secretário-geral do PSD, vice-Presidente da CPN e também líder da bancada parlamentar social-democrata.
 
Foi, por diversas vezes, membro do Governo: secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, ministro da Qualidade de Vida e, mais tarde, ministro dos Assuntos Parlamentares.

Foi, ainda, Presidente da Câmara de Cascais e membro do Conselho de Estado.

Enquanto edil de Cascais, sempre assumiu uma postura de grande rectidão no cumprimento daquilo que propôs aos munícipes, que o elegeram por três vezes, sempre com maioria absoluta. Foi capaz de travar a especulação imobiliária, lutando contra poderes muito consolidados no Concelho e tratou sempre com enorme respeito e consideração todos os Cascalenses, ouvindo as suas ideias e propostas.

António Capucho foi expulso do partido em 2014, depois de ter apoiado Marco Almeida à Câmara de Sintra; precisamente o mesmo candidato que o PSD viria a apoiar quatro ano mais tarde para a mesma autarquia, onde Marco Almeida tinha sido vice-Presidente de Fernando Seara.

Manteve-se afastado da ação política durante os últimos anos, mas sempre com espírito crítico, e manifestou a vontade de regressar ao PSD com a eleição de Rui Rio para a presidência do partido.

António Capucho faz parte da história do PPD/PSD ao qual regressa agora, aos 74 anos, para contribuir com a sua experiência política e pessoal na construção de um projeto para o futuro de Portugal.

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2 comentários:

Anónimo disse...

SE A ÉTICA É UM DOS ARGUMENTOS PODERÁ COMEÇAR POR FORÇAR O SEU LÍDER A SER MAIS EMPENHADO COM QUESTÕES DE COMBATE À CORRUPÇÃO, INCOMPATIBILIDADES DOS DETENTORES DE CARGOS PÚBLICOS, ETC. E, JÁ AGORA, COMEÇAR PELO PRÓPRIO CONCELHO ONDE RESIDE E FOI PRESIDENTE DE CÂMARA. O PSD SÓ SE ENDIREITA SE FOR EXPURGADO DE GENTE QUE SÓ USA O PARTIDO PARA SE GOVERNAR E, PORQUE SENDO COBARDES, QUEREM USÁ-LO PARA LANÇAR PROJECTOS POLÍTICOS QUE NADA TÊM A VER COM SOCIAL DEMOCRACIA...
SUGERE-SE AINDA QUE AVANCE COM A REFORMA DO SISTEMA POLÍTICO (PARLAMENTO E AUTARQUIAS ONDE SE ETERNIZAM POLÍTICOS E VERDADEIROS REGIMES POLÍTICOS)

Anónimo disse...

Que o Dr. Rui Rio, faça a limpeza que tem a fazer em Cascais , que claramente são anti-direcção PSD .

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